segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Capítulo 16 HOT

Obrigado Bae pelo hot. I LOVE YOU
Joe on

 Eu estava no sofá ainda emburrado porque a Demetria continuou com aquela brincadeira sem graça de dizer que sou um bebê manhoso. Ela pode não ter noção, mas um tiro dói e muito. Nós não nos falamos o resto da tarde. Pode parecer infantil da minha parte, mas eu detesto quando fazem gozação da minha cara, e quando é minha mulher, aí já vai para outro patamar, que pode ter a ver com orgulho, não sei, mas ela passou dos limites. Até entramos no mérito de que mulheres aguentam mais dor e blá blá... 

Agora ela está no quarto, espero que eu não tenha sido um idiota outra vez. Tenho vontade de levantar, ir até ela e lhe pedir desculpas, mas eu não fiz nada além de pedir que ela parasse... Deixei o orgulho de lado e levantei. Ela estava vestindo a roupa do Dan, ele tinha acabado de tomar banho.

 — Dem? — Eu estava receoso, ela nem me olhava — A gente pode conversar um pouco?

 — Não se preocupe, não vou deixar você com fome por causa daquela briga idiota, já vou fazer o jantar. — Fácil, eu já sabia que não ia ser.

 — Eu não vim lhe cobrar o jantar, Dem! Eu vim lhe pedir desculpa. — Disse me aproximando — Dan, vai para o seu quarto, só um pouquinho, filho?

 — Já vooouu — Ele beija a mim e a Demi e sai.

 — Joseph eu não estou afim de conversa, você me estressou o bastante. — Tentei pegar sua mão e ela recuou. 

 — Olha, você não precisa falar, eu só quero que ouça meu ponto de vista. — Respirei fundo, por que agora eu precisava de coragem  — Eu fiquei chateado com a brincadeira desde o hospital quando o Kev começou, aí a Dallas fez outra vez e depois você continuou, e quando você faz gozação de mim meu orgulho fica um pouco ferido, eu admito. 

 — Isso não é motivo para ficar bravo desse jeito! Você praticamente gritou comigo por uma coisa tão boba, era apenas brincadeira e entramos num assunto tão amplo depois! — Eu a olhava sorrindo, era tão bom ter uma briga por motivos bobos depois de tanto tempo. — Do que você está achando graça?

 — Não estou achando graça de nada, a gente não briga por bobagens faz tempo, chega até a ser divertido agora. Nossas brigas eram tão sérias e desgastantes. — Ela finalmente sorriu para mim — Esse sorriso quer dizer que me desculpou?

 — Não sei, e nem venha se aproximando com esse jeito sexy! — Eu enchia seu pescoço de beijinhos e lhe abraçava, enquanto ela se contorcia inteira e ria.

 — Pare porque a gravidez me deixa muito sensível e a gente não tem mais a possibilidade de... Você sabe... — Sei? Será que ela estava falando de certa palavra com S?

 — Você está falando de sexo? — Nunca vi Demi tão corada — Amor! Você está com vergonha de mim? Demi! Por que você acha que não tem mais como?

 — Pare, não diga essa palavra, eu fico louca só em ouvir. Eu estou enorme, você não iria gostar.

 — Você não sabe o quanto me excita, Dem, não faz a mínima ideia...

Passei por cima dela com cuidado, me apoiando em meus braços e comecei a beija-la de forma calma e delicada. Cada célula do meu corpo vibrava. Deus! Como ela podia achar que eu não a desejo? 

 — Amor eu preciso fazer o jantar. 

 — Eu não estou com fome, a gente janta depois. — Me empurrando de leve, Demi saiu debaixo de mim e começou a se abanar. — Você  está pegando fogo, mulher. — Disse rindo e ela me olhou torto.

 — Acho bom você parar, o Dan pode aparecer aqui. — Foi se levantando. Ela estava fugindo de mim. — Quer me ajudar com o jantar?

 — É o que temos para agora, não é mesmo? — Disse fingindo chateação — Promete que pensa um pouco a respeito?

 — Você não vai mesmo esquecer isso ? — Pelo menos agora ela estava rindo — Eu vou pensar... Ou tentar.

 Chegando na cozinha, nosso ajudante número um resolveu aparecer também, a exigência dele hoje, era anéis de cebola. O Dan as vezes me aparece com cada pedido. Que criança gosta de cebolas?

 Começamos a fazer uma coisa que não sei o nome. Só sei que tem frango e parece muito convidativo. Confesso que passei o processo de fazer o jantar inteiro provocando a Demi. Ela foi lavar o rosto e o pescoço algumas vezes. Ela estava sentindo calor de verdade. Parei porque percebi que minha  mulher estava se sentindo torturada.

 — Acho bom você parar com isso. — Sussurrou no meu ouvido — Isso  não se faz com uma grávida. Joseph eu estou subindo pelas paredes. O que Deus deve estar pensando de mim agora?

 — Que você tem necessidades fisiológicas(?)— Lhe dei um selinho — Me desculpe se passei dos limites. 

 — Eu te entendo, mas é difícil para mim e você sabe... — A interrompi.

 — Pare de pensar um pouco nisso, vamos terminar o jantar. — Beijei-lhe a testa, a abraçando.

 O jantar estava nada mais nada menos do que divino, porém isso não era nenhuma surpresa. Novidade ali, tinha o Dan praticamente caindo em cima da comida de sono. 

 — Pai, me põe na cama...— Ele estava praticamente implorando, mesmo com o ombro doendo dei um jeito de brincar com ele durante o dia inteiro. Ele parece estar bem cansado. — Ai, ainda tenho que escovar os dentes não é?

 — Sim, mas a mamãe te ajuda, o ombro do seu pai está machucado. — Eles se levantaram da mesa. — Andando devagarinho chegamos lá.

 — A comida estava muito boa mamãe. — Eles sorriram um para o outro e continuaram andando.

 — E eu? Não ganho beijo de boa noite? — Ele veio e pulou em mim, tentei não gemer de dor, mas não teve jeito — Boa noite garotão. 

 Eu fiquei lá parecendo um idiota sorrindo. Eu finalmente recuperei a minha família e eu não merecia nada do que reconquistei. Uma das coisas que aprendi na igreja, é que Deus nos dá muitas coisas que não merecemos, mas é porquê ele é misericordioso. Eu sou um grande exemplo disso. 

 Demi estava voltando e meus pensamentos acabaram sendo interrompidos.

 — Amor? — Ela perguntou receosa — Por que está pensativo assim?

 — Estava pensando o quanto eu não mereço isso tudo, fico muito feliz de ter vocês quatro de volta, assim pertinho de mim. Amo vocês demais, Dem. 

 Ela simplesmente me respondeu com um beijo calmo e lento, cheio de amor e carinho. Demi acariciava-me com as mãos nas minhas costas e eu a puxava cada vez mais para perto, se ainda era possível. De repente estávamos os dois, ofegantes. E eu simplesmente  não sabia o que dizer.


 — Joseph, e o seu ombro... 

 — Shhh... A gente da um jeito. 

 Levei a Demi para o quarto e tranquei a porta. Plantei alguns beijos na base de seu pescoço enquanto desabotoava seu sutiã. Demi correu suas mãos delicadas por baixo da minha camiseta enquanto mordia minha orelha.

- Demi... - Gemi.

Tirei a blusa da Demi e beijei cada centímetro da pele exposta. O sutiã dela escorregou até o chão, me dando acesso livre àqueles peitos deliciosos. Demi tirou minha camiseta e beijou o curativo no meu ombro.

Nós dois tiramos nossas calças e fomos para a cama. Deitei atrás dela e deslizei sua calcinha por suas pernas.

- Joe, você...

- Shhh! Confia em mim, meu amor.

Me livrei da boxer e penetrei nela delicadamente. Demi gemeu. Dei mordidinhas em seu pescoço enquanto acariciava a lateral de seu corpo.

- Você é minha, só minha - Sussurrei em seu ouvido.

- Eu sou só sua - Respondeu ela.

Fui num ritmo suave, aumentando progressivamente. Senti minhas mãos sendo agarradas pelas de Demi, que gemia baixinho.

- Joe...

- O que foi, meu amor?

- Eu... vou... - Demi soltou um suspiro longo.

Não demorou muito para eu gozar violentamente. Saí de dentro dela e fiquei em sua frente.

- Eu te amo muito, minha princesa - Disse.

- Eu te amo mais - Respondeu. - Me beija?

Não hesitei e saboreei sua boca. Ficamos ali curtindo a companhia um do outro e acabamos dormindo.

 Foi a melhor noite da minha vida.





CONTINUA...


Gente o que acharam desse capitulo? eu amei cada detalhe dele e agradeço muito minha amiga Pinky (@freaksjonas) pelo hot. espero que tenham amado e obg pela paciencia de esperar por esse cap.

Parece que temos uma fic nova vencedora hein? quem n votou ainda pode votar aqui 

O que acham do casamento do menino Joseph? Apenas pirem com moderação nos comentários. Eu sabia que ele estava amando, mas ainda assim me surpreendeu, estou feliz por eles e espero que sejam muito felizes.

EU AINDA QUERO LIVROS DE COMÉDIA ROMÂNTICA PARA ADAPTAR





domingo, 1 de outubro de 2017

Capítulo 15 + leiam as notas finais


Demi on

Eu estava no sofá comendo pipoca e assistindo Jimmy Fallon, enquanto o Dan dormia tranquilamente em um sono profundo. De repente comecei a ficar inquieta no sofá. Me mexia de um lado para outro, sei lá, parecia que algo estava acontecendo e ninguém me contava, já não bastava a sensação que tive hoje. Eu não sei, está tudo muito estranho.

Eu fiquei maior parte do tempo olhando o visor do celular, esperando alguém me ligar, mas ao mesmo tempo queria que não tivesse acontecido nada, porque provavelmente se alguém me ligasse algo ruim teria acontecido, ou não, ah Demetria!, aquieta esses pensamentos só por um instante.

O programa acabou e então eu fiquei mudando de canal, a procura de algo interessante durante uns dez minutos, foi quando o Kevin me ligou.

Na ligação:

 — Demi? — Ele disse com tom de hesitação.

 — Oi, o que houve? Você nunca liga nesses horários. — Ouvi um suspiro do outro lado da linha.

 — Eu preciso que você fique calma. — Isso não é nada bom — O Joe está hospitalizado, mas está bem. Por favor fique calma. 

 — Como me pede calma se meu marido está no hospital? O que houve? Ele está bem de verdade? Em que hospital ele está? — Disparei em cima do Kevin já em lágrimas. E a campainha tocou.

 — Sua irmã Dallas está a caminho para ficar com você e amanhã você vem vê-lo, tudo bem?

 — A campainha tocou, deve ser ela, mas por que amanhã? Nem está tão tarde assim! — Disse indo em direção a porta. Abri a porta e abracei a Dallas.

 —Eu sei, mas ele mesmo concordou, não fique se preocupando muito, quer falar com ele?

 — Claro que quero Kevin! Mas que pergunta. — Só então percebi que havia sido grosseira com ele, o coitado não tem culpa de nada. — Me desculpe, eu estou nervosa.

 —Tudo bem, vou passar a ligação.

 —Amor? — Ouvi o Kevin fazer gozação do outro lado da linha e o Joe mandando ele calar a boca. Ele realmente deve estar bem.

 —Oi, anjo, como você está? O que houve?

 — Eu fui baleado tentando  salvar uma criança em uma operação, mas agora está tudo bem eu prometo. — Ele disse em um tom de voz baixo e calmo, tentando me passar confiança.

 —Tudo bem, então. Eu queria poder te ver hoje ainda, mas — Fui interrompida por ele.

 — Nada disso moça, não há necessidade. Descanse, durma bem agarrada ao Dan e pense em coisas boas, nada de passar a noite em claro, eu acho que amanhã já irei embora e você pode vir aqui me buscar. 

 — Então não foi nada grave — Eu disse quase que para mim mesma.

 — Não foi. Foi de raspão.

 — E a criança está bem?

 — Ela está sim, consegui entrega-la a sua mãe, sã e salva. 

 — Quando Dan diz que você é um herói não está para brincadeira. — Ele ri do outro lado da linha.

 — Eu só fiz meu trabalho. 

 Em outros tempos ele apenas confirmaria minha fala, ou se encheria como um pavão que exibe suas penas coloridas, mas parece que dessa vez ele ficou tímido. Nossa conversa não durou muito porque o Dr. Kevin empatou. Pela primeira vez o xinguei mentalmente, eu passaria a noite inteira conversando com Joe para me certificar se está mesmo bem, mas ele precisa descansar. Nos despedimos e eu encerrei a ligação.

 — Ele está bem mesmo não é? — Dallas perguntou, mas agora parece um pouco mais tranquila desde quando chegou.

 — Está sim, ele não consegue disfarçar quando não está. Obrigada por ter vindo, eu fiquei tão aflita a princípio.

 — Não precisa agradecer, Dem, irmãs servem para isso. — Sorrimos e nos abraçamos.

Eu e Dallas ficamos conversando durante algumas horas, lembrando de algumas coisas da infância e adolescência. Meu coração agora está mais calmo, porém estou ansiosa para que chegue logo amanhã, eu quero vê-lo, cuidar dele... Depois de um tempo o sono foi pegando não só a mim, mas minha irmã bocejava como um leão. Decidimos que íamos dormir juntas, como nos velhos tempos. Ela vestiu seu pijama, eu como praticamente estou vivendo de pijama dentro de casa, não precisei trocar nada, deitamos e de repente o despertador toca, Dallas murmura algo, como que pedindo para eu desliga-lo.

 — Nós temos que levantar Dall, ande logo. — Eu disse a apressando, e joguei meu travesseiro em sua cabeça. o Dan levantou meio perdido, ele não fazia ideia do porquê a tia dele estava aqui.

 — Tia Dallas? — Ele disse com uma cara engraçada — É você de verdade? — Nós rimos e ele continuou confuso.

 — Meu amor, eu preciso te contar algo, não precisa ficar preocupado. — Eu dei um suspiro  — Seu pai está no hospital, mas está bem. — Eu não quero dizê-lo que o Joe foi baleado, ele ficaria muito assustado.

 Dan ficou parado por um tempo — A gente vai ver ele hoje, não é? — Eu balancei a cabeça afirmando. 

Dallas o pegou no impulso e começou a enchê-lo de beijinhos, eles ficaram brincando na cama, enquanto eu fui tomar banho. Peguei minha toalha, dessa vez eu não estava muito afim de lavar o cabelo, então decidi ficar no banho básico. Eu fiquei observando minha barriga, ela está tão grande e pesada, as coisas estão ficando mais difíceis, só que também está cada dia mais perto de eu ver meus gêmeos. Não demorei muito no banho, era capaz de Dallas dormir novamente se eu demorasse, ainda preciso ajeitar o café da manhã. Saí do banheiro e não encontrei os dois.

 — Ué — Aí senti um cheiro vindo da cozinha, eles estavam fazendo panquecas. Espero que não baguncem toda minha cozinha. Dan depois da lasanha com seu pai, quer ser sempre ajudante, porém nunca vi mais bagunceiro. Eu detesto bagunça na cozinha e o Joe só faz rir. — Vou lá ver esses dois. 

 — Tem que deixar limpinho, a mamãe não gosta de bagunça na cozinha. — Ouvi o Dan dizer. 

 — Não gosto mesmo. Estou com fome e quero panquecas. — O Dan veio em minha direção com um prato de panquecas, tinha uns corações desenhados e um desenho o qual não consegui identificar muito bem.

 — Esse aqui fui quem fiz. — Eu sorri — É o meu coração para você, mamãe. — Não resisti, o agarrei e lhe enchi de beijinhos. 

 — Eu vou tomar banho, e depois desço para comer, podem ir adiantando. — Dallas estava com uma voz meio embargada, ela é toda sensível, como eu. 

 — Tudo bem. — Sorri para ela e comecei a comer as panquecas, que por sinal estavam bem boas. — Quer suco ou leite, filho?

 — Suco. 

 Coloquei um copo de suco para ele, comemos bem rápido, depois escovamos os dentes e dei um banho de gato no Dan. Eu esqueci, mas deveria ter dado banho nele antes mim. 

 Enquanto isso Dallas tomava seu café da manhã, depois ela terminou de se ajeitar e fomos para o hospital. 

 — Chegamos. — Desci do carro um pouco devagar. Cada dia que passa fica mais difícil se locomover. — Dallas leva o Dan, não gosto de deixa-lo solto em lugares com muita gente.

 Depois de alguns protestos da parte dele, Dallas o carregou e fomos para recepção, tivemos um papo curto com a recepcionista e pegamos as etiquetas de visitante. O maior problema foi a entrada do Dan. Crianças normalmente não são autorizadas, mas o choro dele parece ter comovido o enfermeiro chefe. Quando finalmente chegamos a porta, eu abri e observei, ele estava dormindo, parece um anjo.

 — Acorda papai a gente veio te buscar — O Dan cutucava o Joe freneticamente. Ele se remexeu na cama. 

 — Até aqui você não me deixa dormir, cara? — Eles riram, o Dan pulou em cima dele e o abraçou bem forte, o Joe gemeu de dor, mas não protestou. — Vem cá, Demi.

 Eu já estava com os olhos cheio de lágrimas, e fui lá abraça-lo, o que veio a seguir foi um choro praticamente compulsivo. Ele também chorava, o Dan levantou o rostinho, enxugou nossas lágrimas e beijou nossos rostos.

 — Está tudo bem agora, gente. — Dan disse enquanto sorria largamente. — Agora, vamos para casa. 

 — Temos que esperar o médico vir aqui. — Joe ainda enxugava suas lágrimas. 

 — O tio Kevin? Eu vou atrás dele, pai. 

 — Não, é outro médico, amigo do tio Kevin. 

 — Ah, será que vai demorar? 

 — Não vai. Dallas? Está tudo bem? — Minha irmã estava parada desde a hora que chegou e não disse nada. 

 — É que vocês me emocionam. — Ela se juntou a nós e nos deu um abraço. 

 O médico chegou depois de um tempo, o Kevin também apareceu por lá, fazendo piadas sobre o Joe dizendo que ele é um paciente super manhoso e teimoso, o que o deixou com uma tromba enorme. Esses dois eram uma comédia. 

 Fomos para o carro, Joseph ainda caminhava devagar, porém segundo o médico ele só iria precisar de algumas medicações e seria melhor uma alimentação mais saudável. 

 — Finalmente em casa, eu já não aguentava mais aquele hospital. — Joe se jogou no sofá, e depois gemeu de dor. — Amor, fica aqui comigo.

 — Parece que o Kevin não estava exagerando, não é? — Dallas o provocou e ele fechou a cara. — Mana, você vai precisar que eu fique?

 — Não mana, pode ir ver seus três pimpolhos. — Nós rimos — E esse meu pimpolho grande, eu conheço muito bem e sei o quanto ele pode ser manhoso. 

 — Até você amor? Dan, fica aqui com o papai, ninguém quer me da atenção. Eu levei um tiro, sabia?

 — Um tiro? Papai você levou um tiro?

 E aí começou a  confusão, a Dallas resolveu ir embora, ela sabia que o papo ali iria ser longo.  E o Dan continuou a falar e encher o Joe de perguntas, ele olhou para mim pedindo socorro e eu apenas ri, ele teve de começar a contar sem muitos detalhes. Eu fiquei ali observando meus meninos, daqui uns dias seríamos cinco, isso me assustava, mas também me deixava entusiasmada. Eu finalmente teria a família grande que tanto sonhei. 




CONTINUA...

Oi pessoal, tudo bom com vocês?

Desde já peço desculpas pela demora e pelo tamanho deste capítulo. Se vocês não estiverem gostando de algo na fic podem dizer aqui nos comentários ou entrar em contato comigo pelo @Jemi_Mystories no twitter. 

Agradeço pelos comentários do capítulo passado e as respostas estão aqui.

Quem ainda não comentou no post das novas fanfics, por favor comente, eu realmente estou contando com vocês para isso. vou por o link tbm: link

Beijos e até o capítulo 16. xoxo















domingo, 24 de setembro de 2017

Próximas fics

Oi gente eu estava pensando faz séculos no que vou fazer depois que a fanfic atual acabar. E já tinha na minha mente possíveis histórias. Então o que vou fazer? Neste post vou colocar duas sinopses das histórias que tenho em minha cabeça, e quando a fanfic atual terminar, e acho que já está terminando, vou postar uma adaptação de um livro, que eu ainda não sei qual é se quiserem indicar nos comentários eu aceito. 


Sinopse - After Camp Rock (Obs: os personagens serão Joe e Demi, não Mitchie e Shane)

Demi on

Eu não sei o que tinha acontecido,todos os dias eu me pergunto: o que deu errado? Parece que todo encantamento estava naquele acampamento, hoje, a única ligação que temos é o nosso filho Shane. Joseph voltou a ser o mesmo arrogante que conheci no Camp Rock, pior que tenho que conviver com aquele traste todos os dias, é muito difícil para mim...

Joe on

A minha vida virou de ponta cabeça depois do CR. Eu tinha tudo planejado nos mínimos detalhes, o meu futuro com ela, para mim, estava praticamente definido, mas Demi estragou tudo com seu jeito mandão, e enfim. O Shane é a única coisa boa que veio de toda essa merda. Só queria dar uma dica a vocês, não trabalhem com seus parceiros matrimoniais, isso acaba com o relacionamento de qualquer um!



Sinopse - Why do you want me away? 


Joseph Jonas é um simples fotógrafo que nasceu em Casa Grande, Arizona, porém as circunstâncias e seus sonhos o levaram para a cidade dos sonhos, mais conhecida como Los Angeles. Joe fez amizades, teve algumas namoradas, mas se apaixonou perdidamente por Demi, ou Demetria como é conhecida no mundo dos negócios. Parecia tudo tão certo, eles se casaram, tiveram um filho, mas a ambição de Demetria começou a falar mais alto e o simples Joseph passou a não servir mais. Será que o amor tem tanta importância assim?




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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Capítulo 14


( Joe hipnotizado )
3 meses depois...

Joe on

A Demi está com sete meses e eu sinceramente não sei mais como lidar com o turbilhão de emoções dela, as vezes até eu me pego enjoado,desejando muito comer alguma coisa ou misturas super estranhas, não sei o que está havendo comigo. 

Esses tempos apesar da nossa reconciliação têm sido um pouco turbulentos. A Dem depois de visitar a igreja que eu congrego, sismou que a missionária Mary está afim de mim ou algo do tipo, e por causa disso discutimos algumas vezes, nada como antes, porém nos deixa com um clima não muito agradável. Eu fico com medo por causa da gravidez, porque tudo que ela sente agora, é mais intenso do que antes. Eu não quero que nada aconteça aos três.


E para piorar o Chris não tem nos deixado em paz, ele aparece na BW praticamente todos os dias em horário específico, que por sinal eu descobri e passei a aparecer também. O que esse cara acha que pode fazer? O que ele está querendo com tudo isso? Todas as vezes que ele vai lá, conta a Demi histórias antigas minhas, como se fosse na época que nós namorávamos. Eu errei muito com ela, mas na época do nosso namoro nunca nem passou pela minha mente magoá-la, isso a deixa tão nervosa, e por causa daquele idiota eu perdi o controle na frente dela, a Demi passou mal e estamos no hospital, ela quis intervir para separar a briga, no entanto acabou desmaiando. Isso tudo está a deixando o triplo de a flor da pele.


Eu estou na sala de espera, os pais dela chegaram e eu tive de sair, falaram que não podia ficar mas de duas pessoas no quarto. Graças a Deus, ela e os bebês estão bem, foi só um susto. Desse tempo todo a melhor notícia que temos é a empolgação do Dan indo a escola todos os dias, esse ano de 2017 está super agitado, eu não estou conseguindo acompanhar tudo isso, ele e Alena, meus dois bebês estão ma escola! O Kevin não sabe, mas a Alena também é minha filha, eu nem sei como vou lidar com minha Alice, mas sei que será incrível. Ah! e o nome do nosso menino finalmente foi escolhido: Philip Adam, a Demi insistiu em usar meu segundo nome, que eu detesto por sinal. Onde meus pais estavam com a cabeça? Finalmente os pais da Demi estavam voltando, ainda não tive tempo de conversar com ela.


 — Então, ela está bem mesmo? — Perguntei a eles um pouco constrangido 


 — Está sim, a gente sabe bem quando ela está mentindo — O Eddie respondeu sério. Ele passou a não ser muito amante a minha cara por motivos óbvios, a mãe da Demi nem fala mais comigo, mas enfim.


 — Eu vou ficar com ela. Vocês podem pegar o Dan na escola hoje? Eu quero fica aqui com ela


 — Tudo bem, já tem tempo que não passamos um tempo com ele. — Eddie sorriu — Cuide dela rapaz. — Eu acho que dessa vez ele não falou da situação e sim de forma geral, é só isso que os pais querem para seus filhos, que sejam bem cuidados depois de não estar debaixo do seu teto.


Depois de me despedir deles, ou tentar, fui caminhando rápido em direção ao quarto onde Demi está. Espero que ela não fique muito tempo aqui, ela detesta esse ambientes hospitalares, por isso quando estava grávida do Dan mesmo sendo mamãe de primeira viagem, optou pelo parto normal apenas para não passar de dois a três dias internadas. Eu entrei em pânico, ela quase arrancou meu braço. Dessa vez, ela não vai tentar normal, porque são dois, e eu não deixaria, a mulher fica exausta. Bati na porta e entrei.


 — Oi — Disse sorrindo, mas estava um pouco nervoso — Amor, me desculpa. Eu não deveria ter aceitado as provocações, mas aquele cara, ele... — Ela me interrompeu.


 — Eu não estou brava, pelo menos não agora. Eu sei o quanto ele é estressante e quão difícil é para você se controlar. Eu estou pensando em ficar em casa depois dessa, e aproveitar mais o Dan, faltam só dois meses, querendo ou não as atenções serão praticamente toda para os gêmeos — Ela suspirou — Ele está tão empolgado... Eu queria que você, se quiser claro, ficasse lá coma gente também. 


Claro! — Eu sorri super animado, só não gritei, para não ser expulso do hospital. — Eu hoje tenho o turno da noite, mas amanhã já estarei lá. E falando no Dan... — Nesse exato momento alguém bate na porta. Era um médico, porém, não o que atendeu a Dem.


Cunhadinha, como você está? ,— A abraçou e deu um beijo em sua bochecha — Bro, não fica com ciúmes, também vou lhe dar um beijo.


 — Palhaço... — Eu disse, porém ri mesmo assim


 — Eu estou bem, mas acho que já está na hora de parar de ir trabalhar, não por hoje, mas porque já estou cansada e quero aproveitar mais o Dan.


 — Eu concordo, você é uma grávida guerreira, esse tempo será ótimo para o corpo e para mente.


Enquanto a conversa foi se seguindo, o Kevin fazendo inúmeras perguntas, nunca vi uma pessoa tão curiosa quanto ele, mas acho que já falei isso antes. O médico que atendeu a Demi finalmente chegou e a deu alta, arrumei as coisas dela e fomos para o carro.


 —Você não quer passar logo na sua casa e pegar suas coisas? — Ela disse olhando para janela do carro — É melhor do que quando você chegar cansado do trabalho.


 — Seria ótimo, não tinha pensado nisso. Quer ouvir música? Pode escolher.


Ela foi direto ao porta luvas ,— Hmmm, Hillsong, foi o que você mais se identificou até agora? — Disse já colocando o cd no som do carro — Eu particularmente adoro.


 —São as músicas que mais cantam lá na igreja. — Ela ficou em silêncio por um instante — O que foi?


 —Eu queria te pedir desculpas pelo dia que eu fui visitar a sua igreja. Me comportei que nem uma criança. 


 — Tudo bem, só não confunde as coisas, ela nunca deu em cima de mim, só é simpática. - Ela torceu os lábios e eu ri. - Você fica linda bravinha.


 —Não estou bravinha. — Falou a última palavra usando tom de bebê. 


Eu ri e quando notei já estávamos na frente de casa — Chegamos — Dei uns beijinhos em seu pescoço para ver se amansava a ferinha, ela começou a se encolher no banco do carro — Eu te amo, só você. — Sussurrei em seu ouvido.


 —Eu também te amo muito — Ela sorriu e selou nossos lábios — Vamos entrar, a Sra. Gomez não para de nos olhar. — Rimos juntos.


 — Acho que estamos deixando-a confusa.


 Depois de entrar Demi foi para cozinha beber água e comer uma fruta e eu fui feliz e saltitante fazer minhas malas. Literalmente. Depois de arrumar tudo, fui para cozinha, chegando lá a Dem já veio cheia de perguntas.

 — Todas as suas coias estão aí nessa mala? 


 —Acho que sim, eu... - Fui interrompido.


 —Deixa eu ver isso aí. - Não estava acreditando nisso — Anda Joseph, põe a mala no sofá.


 — Você sabe que não é minha mãe, não é? - Ela nem me respondeu e começou a fuçar todas as minhas roupas.


 — Não se deu nem o trabalho de dobrar, meu Deus! — Revirei os olhos, para que dobrar? — Só uma pergunta, você não usa mais cuecas, nem escova de dentes? Porque não achei nenhum dos dois aqui até agora.


Agora ela me pegou — Eu poderia comprar outra escova perto da sua casa, isso é o de menos.


 — E as cuecas também? - Dessa vez eu fiquei calado, como eu esqueci das cuecas? — Ok, eu não sei arrumar malas. — Disse revirando os olhos.


 — Coma o lanche que deixei na cozinha que vou terminar de arrumas sus coisas. A outra mala ainda está no mesmo lugar? — Eu assenti. Ela ficou muito mandona depois dessa gravidez, mas não vou negar que estou gostando. — Do que está rindo?


 — Nada ué, É que você fica linda mandona. Só não inventa de carregar mala, me chama quando terminar. — Dei um beijo em sua testa. 


Ela saiu balançando a cabeça negativamente e rindo. Melhor sensação do mundo é vê-la sorrir por minha causa. 


Quando cheguei na cozinha me senti num restaurante cinco estrelas, que tipo de pessoa come um lanche tão chique em casa? 


 — Hum que delícia, não seria nada mal um outro desses, mil vezes melhor do que comer miojo antes de trabalhar.  — Pensei alto.  Ouvi passos na escada, Demi já estava descendo.


 — Miojo Joe? É isso que você come? 


 — Não é todos os dias, e depois a gente sempre come alguma coisa durante o serviço. Obrigado pelo lanche, estava perfeito, pena que acabou. Vou tomar um banho rápido porque vou te deixar em casa e seguir para o serviço.


Subi as escadas correndo e me arrependi de não tomar banho antes do lanche, agora estava me sentindo tão pesado... Tomei um banho rápido, me enxuguei e troquei de roupa. Peguei a mochila do trabalho, que graças a Deus já estava arrumada e desci com minha mala que Demi tinha arrumado.


 — Vamos? E o Dan? Tinha esquecido que ele está na casa dos seus pais. 


 — Não se preocupa, peço para meu pai leva-lo. 


Peguei as malas e fui para o carro, enquanto isso Demi fechou a casa e ficou me esperando em frente a rua, enquanto eu tirava o carro da garagem. Buzinei para chamar sua atenção quando estava chegando próximo a ela, a mesma entrou no carro, parecia que antes disso estava perdida em seus pensamentos.


 — No que estava pensando? — Ela parece ter ficado corada com minha pergunta.


 — Em nós dois — Disse um pouco sem jeito.


 — Tão linda envergonhada... — Eu disse e ela riu do meu jeito bobo.


Segui adiante numa velocidade razoável, pegamos um pouco de engarrafamento perto de sua casa e quando chegamos ela queria me prender no carro:


 — Não quero que você vá, você não pode faltar hoje?


 — A empresária aqui é você mocinha, eu até queria ficar mais, para aproveitar a casa nova, mas fica para amanhã. Bem cedinho eu venho. 


 — Joe... — O que ela estava tentando fazer? Ela sabe que eu sou fraco e usa das artimanhas mais certeiras. — Eu não estou com pressentimento bom, fica por favor.


 — Eu sei que você não curte muito minha profissão pelo perigo, mas vai ficar tudo bem, eu prometo. 


Nos beijamos por alguns instantes e eu fui para o posto policial onde trabalho. O sargento Mace já estava lá me esperando fingindo cara feia para me dar bronca na frente dos outros.


 — Isso são horas, Jonas? Agora que voltou para esposa esqueceu da vida? — Quando ele disse isso todos os olhares se voltaram para mim. O Jeffrey além de meu superior era meu amigo, sabia muitas coisas sobre a minha vida e fazia questão de espalhar, mas era um pé no saco mesmo.

 — Boa noite, sargento Mace. Como vai? Vou trocar minha roupa e já volto. — Saí e deixei aquela criatura rindo de minha cara. 

 Quando voltei estava havendo uma conversa sobre situação confronto no Brooklyn e isso só me lembrou o mal pressentimento da Demi. O Jeffrey me chamou e disse que nosso grupo estava responsável por essa missão, era algo com tráfico de drogas. Deus nos proteja.

 Chegando lá, nós já fomos recebidos por tiros, a situação estava séria, tinham muitas pessoas inocentes escondidas que ainda mal tinham conseguido se abrigar. Foi quando eu avistei uma criança atrás de uma lata de lixo, daquelas onde as pessoas costumam deixar lixo para coleta. Eu apesar de ter sido chamado atenção fui atrás da menininha para poder leva-la a um lugar seguro, consegui escapar de alguns tiros quando cheguei próximo a ela tentei acalma-la.

 — Tio eu estou com muito medo, quero minha mãe. — A garota disse assutada.

 — Calma, eu vou te proteger. Qual seu nome? O meu, é Joe. — Eu estava tentando acalma-la mas estava tão nervoso.

 — Eu me chamo Jessica e tenho 8 anos. — Eu ri do seu jeito espontâneo, só que nesse exato instante um tiro pegou na lata de lixo e nós nos assustamos.

 — Calma. Escuta, eu vou te levar para um lugar seguro só que você tem que prestar atenção em mim. — Ela me olhou com olhos arregalados e atentos, e eu a peguei no colo. — Me abraça forte, princesa. 

 Eu segui caminho com a arma na mão, me escondendo atrás de pilastras e atirando quando dava, em determinado momento fiz um cálculo de tempo e espaço equivocado, foi quando senti meu ombro queimar, eu tinha levado um tiro. 






 CONTINUA

Vocês devem estar querendo me matar não é. Desde já peço desculpas pela demora, o certo seria postar sábado ou domingo, mas não deu. O final de semana foi muito apertado. Obrigada pelos comentários as respostas estão aqui nesse link (aprendi a por link kkkkk) Até o próximo capítulo e beijemi kkkkkkkkkkk.  

















sábado, 9 de setembro de 2017

Capítulo 13





Demi on

Eu como sempre estava super ansiosa para hoje a noite. Eu não sabia bem como ia falar com ele, mas eu espero que me desculpe e tenhamos ao menos uma relação de amizade como antes. Eu marquei de almoçar com o Richard, ele estava sendo o mais prejudicado nessa história, estava vivendo no meio de algo que não é dele. 

Estava pensando em tudo isso, mas esqueci que tenho que trabalhar hoje ainda, cada dia que passa o Brazilian Way vai crescendo o número de clientes e consequentemente o trabalho aumenta, porém a minha preguiça também. Estou grávida e as vezes eu só queria passar o dia todo deitada, comendo e calçada com minhas pantufas. 

O Dan vai passar dia comigo no trabalho, Alex e Hannah vão enchê-lo de mimos estou até vendo. E ele irá gostar bastante. Hoje ele acordou cedo tratou de ir tomar logo banho, mas as coisas estavam um pouco difíceis para mim, a toalha ficou presa debaixo da caixa de coisas antigas que eu guardo.

Eu puxei tanto que a caixa caiu no chão e fez um barulho enorme, o Dan veio correndo, mas graças a Deus a única coisa que caiu em cima de mim, foi o meu diário. Eu deixei a página aberta em cima da minha cama, não venci a tentação de ler. Enquanto isso eu e o Dan fomos arrumando as coisas de volta na caixa. 

 — Obrigada, filho — Dei um beijo nele e o pimpolho voltou correndo para sala ver o tal desenho que ele tanto gosta.


Quando fui olhar qual página estava, nunca foi tão propício no momento. Falava sobre a nossa primeira briga. Eu chorei tanto escrevendo, estava até manchado, acho que era mistura das minhas lágrimas com a tinta da caneta. 


24/03/2011 Meu Diário


Eu não acredito que brigamos por uma coisa tão boba... Será que ele não acredita que o amo o suficiente para desconfiar de  mim  dessa maneira?...



Escrevi muito mais que aquilo, mas resumindo o Joe estava com ciúmes de mim com um cara que se dizia amigo dele, deu em cima de mim e eu não contei, quem se deu mal foi eu. Ele passou dias sem falar comigo, depois veio me pedir desculpas, pois misturou tudo. Eu deveria ter contado, mas eu sabia que não ia dar nada que preste.


Resolvi lhe mandar uma mensagem confirmando tudo hoje, ele apenas me respondeu com emoji de legal, já vi que não iria ser fácil, nada nessa vida é fácil, não é mesmo?

 Desci e tomei café com o Dan, fomos para Brazilian Way, e como sempre, o Dan já chegou sendo mimado. 

 — O que temos para hoje de novidade meninas? — Eu disse bastante animada até.

 — Eu trouxe umas novidades de sabores, e quero saber se você aprova. — Alex disse entusiasmada, e obviamente eu e Hannah ficamos também. 

 Eu fui vendo as sugestões da Alex e fiquei super animada. Eu tenho as melhores assistentes do mundo. — Eu amei, garota! Olha isso Hannah! Mas vamos introduzir aos poucos. — Eu disse um pouco séria. — Cliente não aceita muito bem as mudanças as vezes, então inserimos dois sabores, hoje, e depois mais outros. Concordam?

 — Sim, acho sensato, mas eu amei as sugestões. — Hannah respondeu com sorriso de orelha a orelha. — E o Dan vai ser nosso crítico culinário.

 — O que é isso?

 — Você vai provar os sabores novos e dizer se está bom. 

 — Ah, na não, esse moço comeu muita bobagem esses dias. — O sorriso do Dan murchou automaticamente. — Não adianta fazer essa cara. 

 — Quem vai provar então? — A Alex já se manifestou. — Precisamos de alguém sincero.

 — Os clientes com certeza darão a resposta mais sincera, ninguém gosta de jogar dinheiro fora com comida. 

 — Então, vamos por a mão na massa.

 Começamos a trabalhar nas nossas tortas, doces e salgados habituais, não em todas e nos sabores novos, depois. Eu fiquei super empolgada, estava tão presa na minha situação "amorosa" que não estava dando muita importância para como a BW estava andando, não estava querendo inovar, tenho tanta sorte por tê-las, mas acho que já falei isso.

 A hora do almoço se aproximou e eu fui encontrar o Richard. O Dan ficou almoçando com as meninas lá na BW mesmo, elas aprontam o próprio almoço lá, e eu pego o gancho a maioria das vezes. Quando cheguei no My Salad, o Rich já estava lá sentado e parecia estar tenso, acho que a forma que falei com ele nas mensagens deixou um pouco a par de tudo. 

 — Oi — Disse quando já estava próxima dele — Tudo bom?

 — Isso que estou querendo saber. Você me deixou preocupado. 
— Está tudo bem, mas vamos pedir e almoçar, primeiro. — Talvez não desce certo almoçar depois de falar. Chamamos o garçom e pedimos

 — Certo, então. Já escolheu o nome do menino?

 — Não — Eu ri — Eu vou ver o Joe hoje, mas vai ser mais para pedir desculpas, você sabe, ele deve estar bem chateado. 

 — Eu me senti mal ontem. Eu te entendo completamente, mas não dá para não entendê-lo. 

 — Sim, eu sei. Mas voltando ao nome do bebê, eu não faço a mínima ideia. 

 — Que tal juntar o nome dos avôs? Se o Joe aceitar, claro. 

 — Eu estou pensando em usar o segundo nome do Joe com outro nome. Não sei — As saladas finalmente estavam vindo.

 — Ah, finalmente! 

 — Está com muita fome?

 — Eu não tive tempo de tomar café da manhã, eu dormi demais, tive duas audiências hoje. 

 — Não me fala em dormir porque essa gravidez só me da vontade disso.

 — Imagino. A minha mulher antes do acidente estava grávida, eu te disse. Ela dormia muito. Era até engraçado, me deixava falando sozinho.

 — Você é tão forte. — Porque ele tinha que falar da mulher dele logo hoje? Mas eu não posso amarelar. — Agora que a gente já almoçou, eu já posso falar. — Respirei fundo e olhei bem nos olhos dele. — Rich, você sabe que eu gosto muito de você e de como nossa amizade e nosso relacionamento se construíram ao longo desse tempo e que foi muito importante nesse meu processo de separação mas...

 — Você quer dizer que nós dois não damos certo como casal?

 Eu fiquei um pouco surpresa com a interrupção dele — Rich eu... Eu nem sei como te pedir desculpa pelo tempo que perdeu comigo, eu não estava querendo te enganar, ou te usar, eu só achei que fosse dar certo. 

 — Você ainda o ama não é?

Eu apenas afirmei com a cabeça, como uma criança que é pega no flagra. 

 — Eu sempre soube, se não fizesse isso, eu iria acabar fazendo. Eu não quero deixar de ser seu amigo, sua amizade é importante para mim. Demais.

 — Ah Rich, porque você é tão legal assim? —  Nós levantamos e nos abraçamos por longos minutos, lógico que as lágrimas caíram, não só minhas, mas dele também. 

 — Demi porque vocês não voltam? 

 — Eu acho que ainda não está na hora, mas quero fazer as pazes com ele, hoje. — Eu dei um sorriso para ele. — Por favor não fica estranho comigo e nem deixa de ser meu amigo. 

 — Fica tranquila, eu não vou largar do seu pé. — Gargalhamos e nos abraçamos novamente.

 — É bom mesmo! 

 O fato do Rich ser tão compreensivo com tudo, tornou toda essa coisa mais fácil não só para mim, mas para ele também. Eu sei que ele pode ter ficado triste, porém não mais triste do que no dia que fomos para ultrassom. Depois de um pouco mais de conversa, eu me despedi dele.

 — Tchau, nos vemos qualquer dia. 

 — Tchau e dá um beijo e um abraço no Dan por mim.

  Pagamos a conta e saímos. Ele me levou até o BW, apesar de eu dizer não sei quantas vezes que não havia necessidade. No caminho ouvimos um pouco de Hillsong Worship, eu adoro essas músicas, me trazem uma paz enorme. 

 Depois de chegar no Brazilian Way, descansei trinta minutos e começamos a arrumar para reabrir no turno da tarde, hoje as meninas iriam dar conta para mim a partir das 5:00 PM, pois eu precisava ir para casa me arrumar, graças a Deus o John vai buscar o Dan em casa. Menos uma coisa para me preocupar. 

 Hoje o movimento foi punk, mas o que eu não esperava era ver Chris Evans na minha frente depois de alguns anos, o que esse homem está fazendo aqui na minha doceria. Ele quase acabou com meu namoro há alguns anos, e nós só estávamos começando. O Joe pegou ódio mortal dele. Quando me enxergou já veio com aquele sorriso petulante de sempre.

 — Boa tarde, senhora Jonas, como está?

 — Estou bem, e você? — Falei praticamente entre dentes.

 — Então você realizou seu sonho? Que eu me lembre o Joe queria praticamente te prender em casa — Ele riu, mas percebeu que só ele achou graça. Não vou dar a ousadia de dizer a esse infeliz que me separei, até porque é provisório.

 — O Joe é uma pessoa muito melhor agora. 

 — Então, quais tipos de tortas temos aqui hoje?  — Eu simplesmente lhe entreguei o cardápio — Achei que teria atendimento VIP, mas, percebo que ainda tem ressentimento, imagina então a mula do Joe. 

 — OK, você não veio aqui para ofender meu marido, não é?

 — Desculpa — Falou do jeito mais irônico que ele pôde. — Tem dessa inteira para levar?  

 — Tem sim. — Ele ficou observado meu corpo. E bem na hora o Dan apareceu pedindo lanche. 

 — Mãe, tem fruta, ou eu posso comer torta hoje?

 — Torta de frutas. Aquela que você gosta.

 — O Joe fez essa belezinha? Não da nem para negar, o moleque é a cara dele. E você está grávida?

 — Sim, minha mãe vai ter dois bebês. — Ele arregalou os olhos.

 — O Joe é um puta sortudo mesmo hein? Conseguiu tudo que queria, só não me diga que é um casal.

 — É um casal. Ele falava disso com você?

 — Foi quando eu comecei a me encher dele. Só falava de você e de casar, ter filhos, gêmeos de preferência, parecia uma...— Dei um olhar firme a ele, parece que esqueceu que meu filho está bem aqui. 

 — Já entendi. Sua torta, custa trinta dólares. 

 — Com certeza será o dinheiro mais bem pago da minha vida. — O miserável ainda ousou a piscar para mim. 

 Ele foi embora e o Dan começou a me encher de perguntas. E eu tive que responder, porém pedi para não contar nada para seu pai, porém eu iria contar dessa vez. Se o Joe se bate com o Chris, não ia ser nada legal, ele com certeza ia dizer que se encontrou comigo.

 As próximas duas horas pareciam que nunca passariam. Eu estava, apesar do trabalho corrido, num tédio absurdo porque queria it logo para casa. Finalmente deu 5:00 PM e eu chamei Hannah para ficar no caixa em meu  lugar. 

 — Tchau meninas, parece que nossas tortas novas foram um sucesso. E até amanhã. 

 Me despedida de cada uma delas e fui para casa. Peguei o Uber e em vinte minutos por causa de um engarrafamento chato, cheguei em casa.

 — Mãe, você vai jantar com meu pai? Por que eu não posso ir? É coisa de adulto?

 — Sim filho, eu fiz uma coisa feia com o papai, e preciso pedir desculpas, mas prometo que trago hambúrguer para você. Hum?

 — Vai ficar tudo bem mamãe, eu vou pedir a papai do céu.

 — Oh meu anjo, o que seria de mim sem você. 

 As 6:00 PM eu e o Dan estávamos prontos. Não dei nada para ele comer porque Dallas disse que iria fazer a noite da pizza. O Dan ia se empanturrar. Nunca vi uma criança de três anos para comer tanto que nem esse garoto. 


 — O tio John chegou! — Ele saiu para abrir a porta, porém não alcançava a maçaneta e ficava pulando e pulando e eu apenas abri enquanto ria do seu esforço em vão. Coitado do meu baixinho.

  — Quer entrar John? 

 — Não, obrigado. Eu já fiz o pedido das pizzas quando voltarmos eu só vou pegar.

 — Mas espera que eu trouxe torta para vocês de sobremesa. 

 — Hummm é daquela que a gente gosta. Obrigado, Demi, a Dall vai adorar. Quer carona? 

 — Não, não. Fica muito longe para você. Muito obrigada e se comporte sr. Daniel.

 — Eu sou um anjinho mamãe.

 Eu não aguentei e ri junto com o John. Desci junto com eles. Ficaram esperando junto comigo o Uber, quando o carro chegou eles foram embora. 

 Eu mandei uma mensagem para o Joe dizendo que já estava dentro do carro, ele respondeu mais animado dessa vez, perguntando se eu já queria que ele encomendasse os hambúrgueres, eu disse para esperar eu chegar, não estava com fome, pelo menos não até agora. Parei numa floricultura e comprei flores e chocolates. Era só para ficar um pouco mais leve o clima, eu também estava levando uma torta que ele sempre compra, não é minha favorita, mas é uma delícia, claro.

 Chegando na frente de casa eu não sabia como carregar tudo então eu paguei o motorista primeiro e pedi para ele me ajudar a levar, como sempre eu não pensei no todo. 

 Apertei a campainha e o Joe abriu a porta e ficou surpreso. Fez piada para não perder o costume.

 — Vamos ter convidado? 

 — Haha seu engraçadinho, eu só pedi para o moço me ajudar. — Ele pegou a torta e agradeceu ao motorista e nós entramos. Depois que fechei  porta ele colocou a torta na geladeira. — Essas flores são para você. 

 — Obrigado, acho que eu nunca ganhei flores, ainda mais com meus bombons favoritos.

 — Antes de nós pedirmos, eu quero lhe falar algumas coisas. — Meu Deus, por onde eu começo? Talvez pelo começo não é mesmo? — Eu quero te pedir desculpas pelo dia da ultrassom, mas também quero lhe dizer os motivos porquê eu fiquei um pouco brava. 

 — Eu já Imagino porquê, você não precisa se não quiser eu estou tentando entender...

 — Mas eu quero. É importante para mim falar tudo que eu estou sentindo nesse momento depois de tudo isso. — Eu falei tão rápido, mas eu sabia que se deixasse ele falar, ele também não pararia mais. —  Quando você me ligou a noite para dizer que iria se divorciar de mim eu chorei tanto. Eu achava que nós ainda tínhamos uma chance, eu sei que você viu o Richard aquele dia lá em casa, mas nós não tivemos nada do que você imagina, e não adianta dizer que não tem nada a ver com isso, porque eu sei que você se importa — Quando eu disse isso, ele fechou a boca antes de sair o que ele estava pensando. — O meu relacionamento com Richard se resumiu a um apoiar o outro. Era para isso que servia, estava tão errado que eu terminei, seja lá o que tínhamos.  —  Eu acho que vi um sorriso, o Joe não muda... — Ele ainda será meu amigo, mais nada além disso. Parecia que eu estava o usando para te fazer ciúmes, mas não, eu achava que podia ser feliz com outra pessoa. Ainda é cedo para que nós dois voltemos, mas eu quero pedir mais uma vez uma trégua. Eu te amo Joseph, dói um pouco assumir, mas é a verdade. Me perdoa por ter sido infantil.

 Ele não esperou eu terminar de falar, eu achei que ia me beijar, mas apenas me abraçou, mas foi tão gostoso... 

 — Por que você não volta hoje? Você disse que me ama. 

 — Porque precisamos amadurecer. Você entende? — Ele balançou a cabeça concordando e me abraçou novamente. Os nossos rostos estavam cheios de lágrimas. Para quebrar todo esse momentos emotivo minha barriga roncou. — Os gêmeos estão clamando por hambúrguer gourmet. 

 — E a mãe deles também — Ele perde a mulher, mas não perde a piada. Ele pegou o telefone e pedimos o duplo eggs bacon. Ah meu estômago até chorou de emoção. — Não demora para chegar, é aqui perto. 

 — Eu espero. Ou será que podemos comer um pedacinho de torta, antes?

 — O Dan iria adorar essa nova regra — Falou rindo.

 — Não estraga meu barato. —  O celular do Joe não parava de vibrar e ele parecia não perceber, mas eu resolvi dizer. — O seu celular está vibrando.

 — É a missionária, ela está tentando me encaixar nos projetos da igreja. O pessoal lá acabou descobrindo que sou policial. Me viram de serviço, falaram que seria bom porque eu conheço muitas pessoas. — Ele sorriu. — Eu estou gostando, não e chato como eu pensava.


 — Que bom. Ela só manda mensagem assim para você ?


 — Não, tem mais pessoas envolvidas, seria bom para o Richard. Ele tem muitas atividades por lá — Ele disse todo distraído com o celular. Acho que seria muito egoísmo da minha parte pedir a ele para mudar de igreja agora. O importante é que ele está gostando e engajado em alguma coisa.

Ele largou o celular no exato momento que a campainha tocou. Finalmente esse hambúrguer chegou, eu não estava aguentando mais.

 — Obrigado — O Joe disse ao entregador depois de pagar — Vamos que meu estômago está gritando!

 — Ah, achei que só eu estava com fome Sr. Jonas...

 — Ela resolveu aparecer para mim também. 

Os hambúrgueres eram realmente uma delícia. O Joe se esbaldou ele pediu quatro, porque eu disse que prometi um ao Dan, o outro foi para dividir comigo, tinha até um sabor diferente e era uma delícia também. A torta obviamente não escapou de nós dois, o nosso apetite essa noite estava grande. 

 — Dorme aqui. 

 —Eu não trouxe roupa.

 — Dorme com a minha camisa e um short de malhar, sei lá. Acho que cabe, eu tenho umas boxers novas, pode servir de short em você também, eu nunca usei. Hum?

 — Ok, mas em camas separadas. Não faz essa cara, é melhor assim, tudo vai se acertar, eu prometo.

 — Tudo bem. A noite já valeu a pena. — Ele finalmente me beijou, tão lento e calmo, e ficamos daquele jeito até que eu lembrei do Chris.

 — Desculpa estragar, mas você não sabe quem voltou para Nova York.

 — Não sei mesmo. Espero que seja uma pessoa legal.

 — Não é. — Ele já revirou os olhos — O Chris, ele apareceu hoje lá na loja.

 —Não acredito. Estava bom demais para ser verdade. Mas não quero falar dele, vem cá.

Voltamos a nos beijar, até que eu peguei no sono e não sei mais o que aconteceu.





CONTINUA

 E aí gente, o que acharam desse cap? Será que esse ex amigo do Joe vai aprontar? E essa missionária, sentiram um quê de ciúmes da Demi? E finalmente teve Jemi  hein amigas, espero que tenham gostado da cena e até a próxima.