sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Oi queridas


Gente, essa postagem é pra pedir desculpas a vocês pela demora de postar os capítulos, fui olhar o histórico do blog e vi que tem meses onde só há uma postagem. O capítulo 10 já está vindo e espero que vocês me perdoem. 

Quando comecei a escrever não achei que fosse ser tão difícil, porquê quando se trata de Jemi minha imaginação vai longe... mas os detalhes, fato de eu ter ficado sem notebook por bastante tempo fez bater aquele desânimo para escrever, eu prometo estar mais presente aqui, não é certo mas quero postar pelo menos uma vez por semana, porque faço faculdade e tenho que me dedicar a ela durante a semana inteira. Gostaria que minhas desculpas de ausência fossem a dedicação a faculdade, mas eu estava deixando a desejar em tudo. Prefiro ser sincera do que mentir pra vocês.

Eu tenho duas ideias de próximas histórias e eu vou postar as sinopses em breve pra vocês escolherem qual será primeira pelos comentários. A qual tiver mais comentários, será a primeira obvio. 

Sigam o@Jemi_MyStories no twitter e fiquem por dentro das novidades, mandei também a fic pro clube fanfics uma leitora indicou nos comentários e se eles postarem lá eu aviso aqui a vocês que preferem outras plataformas.

beijos e comentem muito nos próximos capítulos. 



domingo, 23 de julho de 2017

Capítulo 9

Joe on

Depois da minha conversa libertadora com a Demi, nós dormimos no sofá e por volta das 6:00 AM eu a coloquei na cama de  volta, o sono dela estava tão bom que nem sequer notou que estava sendo levada. Como eu tinha que trabalhar, levantei, tomei um banho e só depois de banho tomado lembrei que eu não tinha roupas ali. E agora? Vesti a cueca pelo avesso, não tinha outra saída. Que nojo de mim mesmo. Depois do banho, fritei ovos e bacon, apesar de não estar com tanta fome depois daquele sandubão que a Demi fez para mim, eu precisava tomar um café da manhã decente, porque o café do meu trabalho era horroroso.

Fui ao quarto do Dan e ele estava dormindo tão lindo e quieto. Dei um beijinho nele e fiquei observando por alguns minutos, meu filho é tão lindo, parece tanto comigo. Fiquei pensando se deveria passar no quarto dela também, e acabei passando, passei cerca de dez minutos a observando. Igualmente na gravidez do Dan, ela dorme com a mão na barriga e ela estava sorrindo, deveria estar tendo um sonho maravilhoso. Vi um post it no criado mudo e deixei um bilhete. 

Ainda preciso passar em casa para trocar de cueca e roupa e escovar os dentes, estou a cara da derrota hoje e a culpa é da Demetria, ela conversa muito, mas eu amei passar a madrugada conversando com ela.

Chegando em casa vejo no visor do celular "Zé Ruela", só para constar, é o meu irmão Kevin, acho que vou mudar para Salva Vidas, porquê ultimamente so me salva.

— Alô Zé Ruela — Ele não gostou muito de ser chamado de Zé Ruela, respondeu gritando. 

— Como você tem a audácia de zoar com a minha cara depois de ontem? — Dei uma risada bem alta do outro lado da linha e ele ficou mais irritado ainda — Eu vou desligar, eu não estudei dez anos e ainda estudo para ser babá de velho.

— Desculpa, eu ia te ligar mais tarde, não fica bravo, eu tenho certeza que seu estudo não foi para isso, eu prometo não te encher o saco mais — nessas horas eu percebo o quanto eu incomodo.

— Desculpa por ter estourado, mas eu liguei para saber como você está e você vem com essa de Zé Ruela, cara? E como foi com a Demi? — Ele na verdade, só queria saber a fofoca.

— Hummm fofoqueiro — Dessa vez ele que riu — Eu e ela conversamos bastante toda madrugada.

— A Demi é um anjo mesmo né? Mas como foi isso? Você pediu desculpas?

— Sim. Eu fui comer porque o dia todo só tinha ingerido cerveja e meu café da manhã, e ela também, com esses lanches da madrugada, foi quando eu fiz mais uma oferta de paz , se eu vacilar de novo, desisto de mim mesmo.

— Você vai trabalhar hoje? 

— Você acabou de me lembrar uma coisa importantíssima, vou trabalhar. Mas a noite, estou livre.

— Vamos jantar juntos a noite então, acho que o Brazilian Way fica aberto até 6:00 PM, você pega a Demi e o Dan, a Ally disse que está com saudades do primo. 

— Awn, eu vou ver isso com ela no horário de almoço e te passo, ok? 

— Ok, então.

Desliguei o telefone, troquei de roupa escovei os dentes e passei um perfume, agora eu to melhor, só preciso cortar esse cabelo que tá horroroso. E lá vamos nós para a labuta.

Demi on

Hoje os doces não estão sendo meus companheiros, os enjôos estão cada vez piores, está difícil trabalhar desse jeito. No momento estou apenas orientando Hannah e Alex, elas são uns anjos.

— Assim Demi? Talvez um toque de raspas de chocolate o que você acha? — Alex deu a ideia. Não disse? Me ajudam até incrementar essas delícias.

— Hummm, vai ficar fascinante, bleh, só de falar o enjôo volta. — Elas riram — Não riam, porque não é engraçado.

— Tudo bem, você deveria ir almoçar, vai ficar apenas com chá no estômago? — Nesse exato momento que a Hannah estava se comportando como minha mãe, o Joseph liga.

— Oi Joe

— Oi, tudo bom? Aproveitei o horário de almoço para te fazer um convite que veio do Kevin.

— Sinto que tem a ver com comida e não estou amante a alimentos hoje.

— Você não comeu nada hoje?

— Apenas o café da manhã, chá e remédio para enjôo. — O sermão estava vindo, eu sinto.

— Demetria, pode ir comer ao menos uma salada. E isso não é um pedido.

— Eu vou tentar, talvez eu apenas não esteja amante as minhas tortas. Mas então, qual é o convite?

— Se você estiver bem a noite, a gente poderia ir jantar em um restaurante, ou em casa. Como preferir — Um restaurante cairia bem, por que não?

— No restaurante, aquele brasileiro que eu gosto, tem tempo que não vamos lá.

— Certo então, vou mandar uma mensagem para o Zé Ruela e passo na sua casa às 7:30?

— Joe isso é jeito de chamar seu irmão? 

— É assim que o nome dele está no contato. Ele pirou quando chamei ele assim hoje. — Ainda ri de uma bobagem dessa, mas não muda esse jeito de  brincar com tudo

— Ai ai, você não toma jeito.

—Eu já fui pior. — E nessa hora um silêncio se estende durante a ligação. — Er... Enfim, eu vou desligar o Mace já está me chamando, meu horário de almoço acabou, e você pode arranjar algo para comer.

— Eu já disse que vou tentar, tchau bom trabalho e até mais.

— Beijo.

— Um para você também.

Desliguei para evitar outro constrangimento e fui procurar algo para comer.

— Bom meninas, eu vou ao Salad Mania ver se consigo me alimentar, qualquer coisa me mandem mensagens.

— Ok. — As duas respondem em uníssono.

Enquanto caminhava fui pensando em toda essa loucura que está sendo a minha vida e no quanto Deus tem sustentado. Eu não consigo pensar em outra pessoa a não ser Ele. Fico pensando também se devo dar essa credibilidade ao Joe  depois de tantas decepções, traições e chances. Não é fácil, mas perdão é o ato mais libertador que existe, eu quero perdoar e não me senti boba, eu quero perdoar consciente que é perdão, que ele errou, mas está tendo outra chance de ainda fazer parte da minha vida seja como for. Eu ainda o amo, mas esse tipo de chance não acho que rolaria, não dá para viver um relacionamento que me afasta de Deus e de meus princípios, eu fiz o que eu pude por nós, porém ele não colaborou comigo. Tudo tem sua consequência.

Cheguei no Salad Mania e encontrei o Richard, tava jogando no celular com certeza e esperando a salada.

— Boo! — parece que alguém perdeu o nível do jogo ou seja lá o que for que ele perdeu.

— Demi! Eu perdi o nível todo por sua causa. — Eu ri de sua frustração.

— Ah, que pena não é mesmo criança? Posso me sentar ou vou atrapalhar seu encontro?

— Encontro? Não eu só tô esperando...

— Com seu celular, você estava tão atencioso com ele. — Nós rimos.

— Não sabia que você era ciumenta. O que vai fazer hoje, e como foi com o Joe?

— Uma pergunta por vez rapazinho.— Rimos —  Vamos lá. Eu dei outra chance a ele, porque se mostrou muito arrependido e eu vi um lado dele que nunca vi antes, mesmo quando tínhamos uma relação amigável.

— E a outra pergunta?

— Ele me chamou para jantar com o irmão. — nessa hora a funcionária do Salad Mania chegou e finalmente veio perguntar meu pedido, já estava para levantar e ir atrás dela. — Eu vou querer uma de grão de bico e frango. — o Richard resolveu responder, um pouco desapontado.


— Ah, eu achei que estivesse livre, mas tudo bem. Eu arranjo outra coisa para fazer.

— Vem comigo, você vai adorar o irmão do Joe.

— Você esqueceu de ontem? 

— Não dá para esquecer tão fácil assim, acredite.

— Então é melhor eu não ir, já tenho um encontro de segundo plano com a Netflix.

— Que solitário isso.

Ficamos ali por cerca de uma hora conversando e rindo o do outro. A melhor companhia para me fazer esquecer do enjôo.

— Eu tenho que ir — Eu disse acenando para pedir a conta. — Até qualquer dia, a gente pode marcar para jantar lá em casa essa semana, o que você acha. Amanhã?

— Amanhã tenho uma reunião/jantar marcado com cliente, mas e na quarta?

— Na quarta então. — Adorei isso porque uma certa pessoinha não estará em casa, menos uma confusão com o Joe.

A  moça veio com a conta, eu paguei e fui embora, queria um reboque para me levar, me sinto tão preguiçosa, só quero ficar deitada. Na gravidez do Dan não era assim, o fato de saber que são dois já pesou no meu psicológico. 

Joe on

Pedi para sair mais cedo pois precisava dar um jeito nesse cabelo, como eu tenho mpral elevavda claro que a permissão foi concedida.

Eu nunca vi essa barbearia tão cheia, o que está havendo com os caras de Nova York? Eu fiquei trinta minutos na cadeira espetando para ser atendido, mas parecia uma eternidade.

Às 6:00 PM eu consegui sair de lá e fui voando em casa tomar banho para trocar de roupa. Lavei os cabelos que agora estavam muito bem, por sinal, e tomei um banho bem demorado, e lavei lugares que normalmente não lavaria. Eu não sou muito de banhos.
Me perfumei, vesti uma roupa nova e fui buscar a Demi.

Quando cheguei lá, ela já estava pronta. Me perguntei se cheguei tarde, mas era exatamente 7:29.

— Pontual hein? — Abracei e beijei sua barriga.

— Pelo visto, nós dois fomos pontuais dessa vez.

— Onde está meu gatão? — Parece que sente quando vai ser citado, veio correndo de braços abertos, sabendo que eu ia fazer aviãozinho.

— Não preciso mais responder. — O clima estava esquisito ali ou só eu notei?

— O que houve?

— Você conta ou eu conto Dan? — Parece que o pequeno vacilou com a mamãe. — Bom, parece que eu vou contar. O Dan chutou o vizinho da mamãe hoje, só não desisti do jantar por você e pelo Kevin.

— Filho, desde quando você bate nos amiguinhos?

— Ele queria todos os brinquedos, pai!

— Isso não justifica. Você pediu desculpas? — Apenas balançou a cabeça, dizendo que sim.

— Vamos, não quero mais falar desse assunto.

— Tente não se estressar, eu li em um livro que mulheres grávidas ficam mais suscetíveis à hipertensão. — Por essa ela não esperava. — O que foi? Só quero cuidar de vocês direito.

— Ok, mas dessa vez vamos ouvindo Justin Timberlake.

— Para de zoar, ok? — Fomos saindo e rindo do Joe desafinando nas músicas dentro do elevador.

No carro ele ligou o som e fomos cantando até chegar no restaurante, o Dan se divertiu o caminho todo.

— Joe não faz essa vozinha, sei agudo é péssimo. 

— Não me compara com você, até seu gemido é afinado.

— Porque a mamãe geme? Ela está sentindo dor?

JOSEPH! — Eu preciso passar a medir minhas palavras na frente do meu filho

— Desculpa. — Sussurrei só para ela — Não é nada filho, é que uma vez ela caiu de bicicleta.

— Você cuidou dela né? 

— Pode ter certeza que sim — Ela não pensou duas vezes em me dar um tapa depois dessa resposta.

Chegamos ao restaurante e o Kevin já estava lá, a Alena veio correndo abraçar o Dan, eles são primos muito unidos, quaise irmãos. Eu gosto disso. Eu e o Kevin não conseguimos evitar aquela cara de orgulho 

A Danielle, esposa do meu irmão estava segurando a mais nova, a pequena e fofa Valentina, a Demi como sempre foi fazer um carinho na afilhada.

Eu fui abraçar, lê-se apertar minha cópia de gênio, a Alena. Estava com muita saudades delas.

— Tio Joe! Que saudades, você precisa ir lá na minha casa conhecer a minha nova Baby Alive.

— Baby o que?

— A minha boneca!

— Vamos sentar, e você me conta mais sobre ela.

 E ela começou a falar, falar... Depois da sessão babies alive, as crianças foram brincar em um parque, tinham até três instrutores para as crianças lá, o que deixava os pais tranquilos. Fomos sentar e de onde estávamos dava até para vê-los.

— Outro dia esses dois estava na barriga, que pulo eles deram, conversam que só. — Disse o com aquela mesma cara de orgulho e brincando com a sua caçula.

— Deixa eu ficar com ela, só um pouco. — Eu disse que recebi uma revisada de olhos — Kevin ela é minha afilhada, eu estou com saudades.

— Tudo bem, só um pouco.

A Demi e a Dani estava numa conversa totalmente paralela, e assim foi até os nossos pratos chegarem. Levamos as crianças para lavar as mãos e voltamos a mesa, eu estava faminto.

— Não é pizza? — Disse a Alena inconformada com seu prato, pra completar, o Dan concordou com ela.

— Ah, pai eu quero pizza — Não é possível que  essa  comida tão colorida não os atraia.

— Vocês vão amar essa comida, tenho certeza que a Peppa come isso todos os dias.

— Mas a Peppa é do desenho, ela não é uma pessoa. — Porque tão esperta? crianças daimja época calariam a boca e comeriam.

— Ally essa carne cheira muito boa, vamos comer, outro dia o papai compra pizza, não é pai?

— Com certeza ele compra, agora vamos comer. — A Demi estava faminta, dava para notar pela sua pressa em falar e encerrar aquele assunto. 

— Eu como então. — Alena se convenceu que a comida é boa. Aleluia !

— Kevin pega a Valentina do Joe para ele poder comer. — Dani disse comovida com minha situação.

— Não precisa, é quase um treino, serão dois e eu preciso aprender a fazer duas coisas ao mesmo tempo. 

— Treino para que? Malabarista? — Kevin estava se achando o piadista da noite depois dessa. Pior que todos riram disso, até o Dan.

— Não, de pai de gêmeos mesmo. — Redondi, revirando os olhos.

— Quer ajuda? — Demi se ofereceu e eu aceitei.

Ficamos ali por horas relembrando velhos tempos, as crianças rindo e se divertindo, o lugar era super aconchegante e tinha uma música boa. Eu e Kevin chamamos nossas respectivas mulheres para dançar, aliás só ele tem uma mulher, enfim, dançamos e depois resolvemos passear e tirar umas fotos, eu não poderia ter tido uma noite melhor.






CONTINUA...

E aí o que vocês acharam desse capítulo? Um pouco diferente, sem drama, nem briga, apenas interações. Foi difícil escrever ele, mas obrigado pela paciência de esperar. FIZ UM TWITTER PARA O BLOG, SIGAM LÁ @JEMI_MYSTORIES. Até o próximo capítulo, beijos.😘

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Capítulo 8

Joe on

Finalmente é domingo, ainda são seis da manhã, mas eu não tenho sono, ficar na cama fazendo o que? Então decidi levantar.
Resolvi ir a igreja, fazer uma surpresa para o meu filho e a Demi, espero que tudo dê certo. Então levantei, abri as cortinas e vi que o dia estava ensolarado, fazendo jus ao nome (Sunday), o que esperar de um dia ensolarado? Espero coisas boas, então entrei no banheiro, e como tinha bastante tempo me ensaboei sem pressa, mas aí lembrei que o planeta precisa de água, saí do banheiro, vesti apenas a cueca e calça, fiquei com medo de sujar a roupa, vou usar terno para impressionar.
Desci as escadas e notei o quanto a casa fica vazia sem a Dem e o Dan. Eu sou um idiota mesmo. Depois de me lamentar fui fazer meu café preto de sempre e fiz panquecas, ovos e bacon. Não tem graça comer tanta coisa sozinho, mas é o que resta.
Fui comendo tudo muito devagar, ainda tinha mais uma hora até sair de casa. O burro aqui esqueceu de ligar para a mãe e pedir para trazer o Dan, que como sempre  já estava acordado, faltava apenas se arrumar. Depois de comer, voltei ao quarto, escovei os dentes, me perfumei, e lógico meu perfume favorito da Demi, se é que me entendem. Eu costumava usar o que ela odeia, apenas para afronta-la.
Ouvi a campainha tocar e era meu pai com o Dan, depois disso, peguei as chaves do carro e passei em uma floricultura e comprei rosas vermelhas, são as favoritas dela. Quando vou poder voltar chama-la de meu amor, de minha linda, de mulher da minha vida. Ah Joseph, porquê tão burro?
Quando cheguei a sua casa, me identifiquei na portaria e ela liberou minha entrada. Entrei no elevador, testei o hálito, usei a frontal para ver a aparência do cabelo e roupa, acho que não suei tanto no caminho. Espero ainda estar cheiroso.
Quando cheguei no andar, a Dem já estava nos esperando na porta e veio correndo abraçar o Dan, eu fiquei um pouco receoso, grávidas de gêmeos podem correr?
— Mãaaaee, que saudades — Ela recebeu beijo em todas as partes do rosto. — Essas flores são para você mamãe! Hummm ela gostou hein!
— Shhh! Era surpresa.
— Chegou rápido, eu nem terminei de me arruma ainda. Pelo que vejo o  senhor já está  pronto. E lindo. — A Demi falou para o Dan que ficou todo pomposo por ser elogiado e deu uma gargalhada de contagiar até o ser humano mais sério do mundo.
— Ah obrigado, a senhora também está bem linda.
— Obrigada — Deu um beijo na testa dele e o colocou no chão, e voltou ao quarto para se terminar de se arrumar. Mulheres...
Entramos e sentamos no sofá e ficamos brincando e conversando, ele me disse que não poderíamos brincar de correr nem de cócegas porquê já estamos arrumados e cheirosos, com certeza foi a Demi que o disse isso. Ele aprende rápido, uma bronca da Demi é uma coisa que ninguém quer levar.
Depois de um tempo ela voltou toda arrumada e perfumada, eu peguei as flores e a entreguei, beijei sua barriga e lembrei que eram gêmeos, então dei mais um beijo, a abracei por um longo tempo.
— Que flores lindas, obrigada Joseph — Os olhos dela estão lacrimejando — Você veio cedo, achei que nos veríamos apenas no almoço.
— Eu resolvi ir ao culto com vocês, se importa? — Nessa hora eu fiquei um pouco receoso, mas depois do sorriso que ela deu o alívio veio imediato.
— Claro que não Joseph, nós vamos adorar ter você lá. Não é filho? Quer dizer, filhos — Todos nós rimos, parecendo a família mais feliz de Nova York.
Depois de batermos um papo legal, falando sobre os  gêmeos, sobre o futuro do Dan, fomos pro carro, como é de costume a Dem me pediu para ligar o rádio e estava tocando nada mais nada menos do que When I Was Your Man, não sei o que o Bruno Mars e os caras da rádio tem contra mim, mas hoje eu só quero ter um dia alto astral.
— Vou mudar de estação. — Graças a Deus a ideia de mudar foi dela, não queria deixar na cara o quanto esta música me incomoda. — Tudo bem?
— Tudo ótimo, não curto muito essa música. Acho que vou por o CD do Justin Timberlake. — Ela me olhou um pouco espantada, acabei de arrasar minha pose de machão, não escuto Bruno Mars, mas grito ao som de Mirrors.
— Você ouve Justin Timberlake? — E mais uma vez aquela gargalhada alta e gostosa invade os meus ouvidos. Ninguém com certeza tem a mesma sensação que eu ao ouvir a risada da Demi, é tão sincera, ela simplesmente não consegue conter. Até esqueci de responder. — Ficou sem palavras? Vai me dizer que quando era mais novo dançava as músicas do NSYNC!
— Ah, qual o problema? É só música, ele fala sobre coisas que eu gosto. Tem muito tempo que não ouço, mas achei que você iria gostar. Não gosta? Eu escolho outro CD, quem sabe... Ham... — A próxima opção seria Beyoncé, e eu não sabia o que fazer.
— Deixa eu ver esses CDs aí. Hummm Beyoncé, Britney Spears, o que mais do pop você escuta e eu não estava sabendo? Adorei seu gosto musical. — A Demi adora esse tipo de música, até porquê depois que entrou para Igreja passou a usar seu dom de voz, e ela se inspira vocalmente em muitas cantoras como essas, óbvio que tem os gospel, mas ela só ouvia esses quando eu não estava.
— Ah eu só tinha vergonha, sei lá, dizem que é música de mulher. 
— Para de bobagem Joe, é só música.
— Liga logo o som gente! — o Dan já estava impaciente e com razão, lindo todo bravinho que nem a mãe.
— Eu vou escolher Beyoncé.
No caminho fomos cantando que nem dois loucos e o como sempre o Daniel rindo de tudo.
Adorei ter um momento tão descontraído com a minha família, apesar de nossa situação atual, eles são a minha família.
Depois de um tempo chegamos a igreja e a primeira pessoa que avistei foi o tal do Richard, que insuportável, ele não poderia ter morrido junto com a mulher dele? Esse pensamento foi muito maldoso, mas foi o que veio primeiro.
Comprimento algumas pessoas que já conheço, como por exemplo a irmã da Demetria e o seu esposo e as crianças, o pastor que já deve me conhecer por outros motivos, falou comigo como se tivesse vendo Jesus. E depois de uma grande quantidade de pessoas veio o tal do Richard falar com a minha mulher e o meu filho e comigo, mas que cara de pau do caramba.
— Joseph, como vai tudo bom? — Estaria bom se você não estivesse, mas como não posso mudar o curso da vida, pelo menos não do jeito que eu quero...
— Está tudo bem sim, e você? — Enquanto isso a Demi olhava cada pequeno movimento meu. É nessa hora que eu percebo que tenho que me controlar e controlar muito.
— Estou bem graças a Deus. Dem, depois do culto quero falar com você, ok? — Falar o que? Já vi que será ele a estragar o meu domingo, estava bom demais para ser verdade.
Durante o culto ocorreu tudo bem, o pastor falou bastante sobre matrimônio, casamento, pareceu que ele sabia que eu estaria aqui. Tomei tanto tapa na cara em forma de palavras que eu não sabia nem como olhar a frente. Vez ou outra a Demi me perguntava se estava tudo bem se eu queria ir para casa. Bem está, eu apenas estava dando conta das coisas que eu fiz com a minha família, eu a destrui, e consequentemente destrui a minha vida, o futuro saudável que meu filho teria...
Depois da palavra, eu fui beber uma água e quando voltei encontrei o viúvo alegre de papo com a Demi e tudo que escutei foi:
— Joseph o Richard vai almoçar com a gente, você ainda vai passar na Brazilian Way não é?
A raiva que tomou conta de mim naquela hora foi muito  grande, mas eu não poderia estragar tudo por causa daquele idiota.
— Demi a gente pode conversar um instante? — Ela fechou um pouco a cara por me conhecer e saber que não iria gostar do que estava por vir. — Eu achei que seria uma coisa só nossa, eu me ofereci para podermos ter um momento especial em família, o que esse cara vai fazer lá? Mais uma vez ele vai estar entranhado entre nós três? Agora cinco.
— Joe ele almoça sozinho todos os dias, o que custa uma família ceder o âmbito familiar para ele se sentir parte de alguma um dia na semana? Não seja egoísta.
— Eu não tenho culpa que a mulher dele morreu, tenho?
— Não é essa a questão. Ele é meu  amigo, e eu quero que ele vá, o Dan gosta dele, o que há de errado?
— Tudo bem, você está certa. A casa é sua, eu não tenho que escolher nada disso. — Eu estava segurando as lágrimas da melhor forma que eu podia, lágrimas de raiva, não de tristeza. — O Dan pode até gostar dele, mas eu não consigo ficar no mesmo lugar que um cara que eu não gosto está. Pode ser infantil, pode chamar do que quiser, mas se ele for, eu não vou.
— Então não vá, mas meu filho almoça comigo hoje.
Nessa hora eu percebi que toda importância que um dia eu já tive para Demi se foi, e a culpa não é dela. Eu queria que parte dessa história, mesmo que pequena não fosse culpa minha, mas é. E quando ela disse isso,  eu virei fui abraçar o meu filho, dei qualquer desculpa, peguei o carro e fui para um lugar que eu nem sabia onde era, não sei porquê eu inventei de vir atrás dela, a escolha certa era de ser pai solteiro, igual muitos por aí. Não dá, ela não quer e eu não vou forçar.
Com certeza a essa hora não tem nenhum puteiro aberto, então eu vou beber, beber até não saber mais meu nome, ou o que vim fazer na terra, amanhã eu trabalho e não tenho motivos para economizar na farra.
Demi on
— O Joe é um orgulhoso Richard, não se importe. Talvez ele até venha aqui hoje, mas não no período  enquanto ele acha que você estará aqui.
— Ele parecia triste, eu me senti mal por eu estar aqui e ele não. Ele só queria um momento com vocês. — Agora eu parei para pensar nas lágrimas que eu vi presas em seus olhos, por que ele não ficou?
— Pode até ser, mas eu não quero dar mole para ele. — Olhei ao lado encontrei um Daniel distraído com seu Capitão América de brinquedo. — Filho, quer sobremesa?
— Quero não, mãe você pode ligar para o meu pai? Eu quero falar um pouco com ele.
— Eu já tentei algumas vezes, porém ele não atende. Vou tentar de novo
E dessa vez foi direto para caixa de mensagens. Ele com certeza desligou o celular para nem ver o meu nome em algum lugar, eu espero que isso não cause um retrocesso no Joe. Ele parecia tão bem, decidido a mudar, ser uma pessoa melhor. Me fez pensar em até... Dar uma chance a ele, mas parece que ele ainda não está pronto para aceitar  minha nova realidade, os meus amigos.
Talvez eu deva investir no Richard, ele parece entender tão melhor, e ele se esforça para não tornar nossos encontros tristes com nossas histórias tristes, enquanto o Joe torna tudo raivoso e trágico, talvez ele não seja o amor da minha  vida, aquele que vai me preparar para encontrar a eternidade. O Joe não tem um pingo de essência cristã, eu preciso de alguém que tenha, de alguém com mesmos princípios que eu. Ou apenas não precise de mais ninguém, só de Deus e dos meus filhos.
— Filho, ele não atendeu, mais tarde a mamãe liga, e não fica triste, amanhã vocês se falam.
— Mas amanhã eu vou ficar nessa minha casa, não na outra!
— Pelo celular, ele vai atender.
Enquanto isso eu e o Richard esquecemos toda essa chatice que o Joe tornou o nosso dia e fomos jogar karaoke, e olha ele canta bem hein. Até o Dan entrou na brincadeira, depois de tanto brincar se cansou e dormiu, as 6:00 PM o Richard foi embora e eu continuei a ligar para o Joseph que dessa vez apenas não atendia, o celular chamava até cair  ligação.
Então tive a ideia de ligar para o Kevin que prontamente me retornou falando do estado deplorável que o irmão dele se encontrava.
— Demi eu não consegui entender metade de tudo que ele disse, mas só sei que ele está muito bêbado, mas eu preciso ir até ele porquê ele talvez se mate antes dos gêmeos nascerem. O Joe é o paciente que mais me dá trabalho
— Onde ele está Kevin?
—Num pub qualquer perto do seu bairro, um tal de Drunk All Night, muito sugestivo o nome, porém ridículo.
— Eu queria muito ir com você, mas não teria ninguém para ficar com o Dan, traz ele aqui para casa, eu te dou o endereço direitinho.
Eu passei o endereço para o Kevin e ele demorou duas horas para chegar depois que desliguei o telefone. O que me deixou mais agoniada do que o de costume.
Ele me ligou e disse que já estava no elevador, eu fui diretamente a porta, nessa o Dan já tinha até voltado a dormir, eu realmente não queria que ele visse o pai naquele estado. Não queria.
— Joseph o que você...
— Demi eu te amo, não fica com aquele idiota! Eu, me perdoa, me deixa voltar! Eu vi vocês se beijando no restaurante, mas isso não importa para mim, eu sei que você me ama!
Enquanto o Joe tagarelava eu queria entender como ele sabia do beijo. Eu não dei muito espaço para o seu falatório e pedi para o Kevin coloca-lo debaixo do meu chuveiro na temperatura mais gelada e fui fazer um café na máquina, do mais forte que eu tinha.
Ele continuava relutando no banheiro, mas seu irmão é tão forte quanto ele, e conseguiu conte-lo. O problema seriam as roupas, então ele ficou de cueca e roupão e eu pus suas roupas na máquina de lavar.
— Bebe esse café, e da próxima, e espero que não haja, você vai se virar sozinho Kevin. — Olhei para o lado e me deparei com olhos verdes arregalados.
— Desculpa — E mais uma vez é só isso que ele consegue dizer.
— Tudo bem, pode ficar nessa cama, vou dormir com o Dan. E pensa nos seus filhos a cada ação que você pensar em fazer, só neles, não pense em mim ou em você, ou em nós. Pense neles.
Eu não lembrei de comer aquela noite, apenas fui deitar, mas dormir mesmo eu não consegui. Fiquei deitada até umas quatro da manhã, foi quando meu estômago gritou, então fui para cozinha fazer um lanche da madrugada, acho que vou comer banana com leite em pó, é só o que vem na minha mente de grávida.
— AH! — Eu gritei e nos assustamos eu e ele — O que você está fazendo aqui?
— Eu senti fome, a minha última refeição foi o café da manhã, depois eu fui beber e  não comi mais nada. Eu como quando amanhecer, prefiro não incomodar.
— Para de bobagem, eu faço um lanche decente para você, enquanto isso pega uma banana e amassa com leite em pó e farinha láctea para mim. Uma não, duas. — Ele foi a fruteira e fez o que eu disse. — O leite e a farinha láctea ficam na segunda porta da esquerda.
— Certo, você não acha que é muito? —Dei apenas uma olhada e ele ficou quieto — Tudo bem, mas eu... Eu não sei o que te dizer, mas eu queria fazer mais uma vez uma oferta de paz. Acho que você tem todo direito de recomeçar com quem você quiser, meu papel aqui é de pai dos meus filhos, e obrigado por cuidar de mim aqui. Você aceita?
Eu não sabia como agir, essa é a versão mais frágil do Joe que eu conheço. E eu não estou falando apenas das "músicas de mulher"  que ele escuta, ou do jeito bobo que ele fica quando se trata dos filhos, mas desse Joe que eu estou vendo na minha frente esperando uma resposta de oferta de paz. Eu apenas lhe estendi os braços, e ele veio, foi quando ele soltou aquelas lágrimas presas que eu vi pela manhã na igreja.
— Calma, eu estou aqui. Nós somos uma família, não do jeito que a gente planejou, mas somos. E agora somos cinco e vai fazer minha banana que eu estou com fome, ham? — Dei um tapa naquele braço forte e ele riu, eu também ri e depois sentamos e ficamos lembrando das coisas boas que passamos, depois só sei que acordei na minha cama e o Joe  não estava mais lá, deixou um bilhete, ele tinha ido trabalhar. E eu fui para minha rotina no Brazilian Way.
CONTINUA...
Espero que tenham gostado da minha mini novela mexicana, prometo que da próxima vez tento fazer o capítulo mais descontraído.
O que estiver incomodando a vocês na fic pode colocar nos comentários, desculpem a demora, tem nem desculpa, eu só não sabia o que fazer com ele. Beijos e até a pró
xima

sábado, 13 de maio de 2017

Pedido + Aviso + Capítulo 7


Oooooooiii


O meu pedido é simples, obviamente não é obrigatório que vocês façam isso, mas por favorzinho vocês poderiam seguir o blog? Só para eu ter uma noçãozinha de quantas pessoas estão aqui, se puderem comentar, nem que seja um "posta logo", eu agradeço muito, fofas <3 
O aviso é de que eu excluí o snap do blog, porque descobri que ele não teve muita serventia kkkkkk, só para quem seguiu ficar sabendo. Mas se vocês quiserem que eu faça algo, que não seja um grupo de whats app, para interagir com vocês é só pedir nos comentários, beijos e vamos ao capítulo
(desculpa a demora, estou sem note aí bateu a preguiça)






                                  ***
Demi on

Até hoje ninguém me explicou como funciona a cabeça do Joseph. Ultimamente ele está mais calmo, a paternidade deixa ele um doce. Obviamente continua implicando com o Richard, que por sinal foi o motivo da nossa briga hoje. Eu não acredito que o Joe disse que quero colocar o Richard no lugar dele, que quero fazer do mesmo, o pai do nosso novo bebê, aliás, a minha ginecologista/obstetra me pediu uma ultrassom de emergência porque está com algumas dúvidas. Espero que não seja nada ruim, seria coisa demais para mim.

O Joe disse que vem me buscar, porém como sempre demorando... E olha que como minha preguiça está dobrada eu estou me arrumando bem mais devagar. Acho que hoje cheguei a demorar um hora, ok não foi tudo isso, mas foi quase.

Eu terminei de almoçar as 12:30h e fui tomar banho, já que o Dan está com  ele, é bem mais fácil. Tomei banho como se não houvesse amanhã, lavei os cabelos, depois fui lavar o corpo, acho que passei uns vinte minutos lavando minha calcinha, só pensando na vida.

Enquanto estava pensando no meu banho nem percebi que a campainha tocou, finalmente ele chegou. 

 — Onde você estava Joseph? Eu tão nervosa com essa coisa de ultrassom de emergência e você ainda demora assim!? — Esqueci de contar um detalhe, está marcada para as 16h, a ansiedade está a mil.

 — Mas não está marcado para as 16h? Hoje eu fiz de tudo para chegar cedo, justamente para não ouvir suas reclamações, eu também estou preocupado sabia? — Dessa vez eu fui injusta, mas ele tinha que se por no meu lugar, depois que ela me ligou só ando refazendo meus passos, pensando se fiz algo errado.

 — Desculpa, eu estou preocupada, e se eu fiz algo errado? E se nosso bebê está com algum problema?

 — Calma, você não fez nada errado, até parou de comer aqueles doces da sua loja. — Não tanto quanto deveria, mas parei.

 Eu abracei o Joe, era única coisa que eu tinha para me consolar. Ultimamente o único abraço que eu estava querendo era o do Richard, ele é um homem que entende as mulheres, que sabe ouvir. O Joe nunca foi assim, mesmo quando a gente estava bem. Enfim, esse não é o momento de comparações.

 — Vamos? 

  — Vamos. O Dan ficou com a sua mãe ou a minha?

 — A minha,  porém bastante emburrado porque quer ver a Marie Alice, ele apostou com o primo que vai ser uma menina. 

 — Você deixou ele apostar Joseph?

 — Eles não apostaram nada, foi só uma aposta sem nada envolvido, para de ser boba.

 — Ele está tão feliz com tudo isso. — Nesse momento eu abaixei a cabeça pensando se nós estivéssemos juntos e felizes, como que seria?  A culpa não é minha de nós estarmos assim num momento tão especial.

 — E você não está? — Ele ficou esperando minha resposta por um minuto, e depois ele mesmo respondeu. — Já entendi, o problema de toda essa história sou eu está envolvido nisso não é? Tudo bem.

 — Joseph, não seja dramático. Nossa, a gente já chegou.

 Chegando lá, a gente esperou mais trinta minutos, e eu fazia o Joseph levantar a cada cinco minutos para perguntar o porquê da "demora". Ele já estava de saco cheio da minha impaciência. 

Finalmente chegou a hora de nós sermos atendidos e eu comecei a tremer e segurei o Joe no meio do caminho.

 — O que foi agora? Vamos logo Demi!

 — Eu não quero ir. E se tiver algo errado? Eu não quero saber.

 — Se tiver algo errado nós precisamos saber...— E nós fomos assim mesmo, com a cara e a coragem, ao mesmo tempo que estávamos curiosos, estávamos aflitos também. Andávamos devagar e rápido, nem eu entendia o que estava acontecendo. 

 Chegando na sala da doutotra fiz toda aquela preparação para a ultrasom, tirei minhas roupas e vesti aquela roupa feia de hospital. Não poderia ao menos ter um corzinha? Passei todo meu percurso a sala de ultrassom orando, e o Joe me perguntando se eu estava falando sozinha, e eu a cada segundo ficando mais nervosa.

 — Então doutora, qual a dúvida que a senhora tinha sobre o nosso bebê? — Ela não tinha nem começado o procedimento e o Joe como sempre cheio de perguntas.
 — Calma papai, eu não posso deixar vocês alvoroçados, mas está tudo bem, vocês já tem nomes para os dois sexos? 

 — Por enquanto só Marie Alice por escolha do irmão, ele jura que vai ser uma menina. Mas já dá para ver? — Eu perguntei super curiosa como sempre e o Joe riu.

 — Ainda não, eu só queria saber — a doutora estava estranha, parece que encontrou o que tanto procurava — Acho que vocês terão que ter quatro opções de nome, duas para menina e duas para menino e escolham o favorito de cada sexo porque pode vir um casal também.
 Eu fiquei perplexa, pela primeira vez na vida questionei Deus. Já estava difícil nós dois separados tendo mais um filho, imagina só mais dois? O quanto o Joe ficaria possessivo? 

 Por outro lado eu estou tão feliz, imagina gêmeos, duas pessoas iguais, quero muito que sejam univitelinos e do mesmo sexo para causar aquelas confusões que gêmeos causam, é tão engraçado.

 Fiquei tão perdida nos meus pensamentos que não vi o Joe caído no chão. Ele não chegou a desmaiar, mas estava paradão e tinha caído da cadeira. 
 — Joe você está bem? — Eu comecei a rir e ele olhou para mim sério. — Olha para sua cara, fica calmo, é só mais um.

 — Demetria você tem noção que tem duas pessoas dentro da sua barriga? Como pode? Gente, eu tô perplexo. — E o Joe continuou falando... 

 A doutora estava se divertindo muito com toda essa situação, ela disse que já tiveram pessoas que já sofreram um infarto na frente dela por saber que vai ser pai de gêmeos, ou até de mais. 

 No carro o Joe continuou falando eu tive que mandar ele calar a boca. 

 — Desculpa, mas você está falando a mais de trinta minutos! Você sabe que está tudo mais complicado agora né? Eu espero que você colabore comigo, me deixe  respirar, porquê ultimamente você não tem deixado.

 — Não começa me atacar agora ok? A gente deveria comemorar não é? 

 — Não posso, hoje eu vou sair com o Richard — Respirei fundo para me preparar — A gente já tinha combinado.

 — Poxa a gente descobriu que vamos ter dois filhos de uma vez e você vai sair com esse cara? — Ele estava realmente decepcionado, mas eu não ia dar o braço a torcer.

 — Joseph eu não posso desm...— Ele não deixou eu terminar, e eu respirei fundo mais uma vez.

 — Tudo bem! — Ele gritou — Não precisa mesmo, se você pudesse não estaria nem com essas crianças no seu ventre, não basta o Dan de ligação comigo, não é mesmo? — Falou mais baixo dessa vez.

 —  Para. Você não tem esse direito de querer me chantagear. Independente de você ser o pai, eu amo as minhas crianças, eu não rejeitaria nenhum filho meu, NENHUM. — Eu precisava o fazer enxergar quanto ele me fez mal. — Eu preciso sorrir, me distrair, não tem um momento que a gente se encontre e discuta pelos mesmos motivos. Me deixa ser feliz Joseph, por favor.

 — Você não foi feliz comigo? Em nenhum momento? Apesar de tudo, acho que agora a gente tem que ter o nosso momento sem ninguém por perto, o que custa você desmarcar com esse advogadozinho?

 — Eu não vou desmarcar. Pode me deixar aqui. 

 — Não precisa disso também. Eu te levo em casa. Desculpa. 

 Eu ia falar algo, aceitando as desculpas dele, mas decidi deixa-lo pensando. Continuamos calados por bastante tempo, até ele lembrar de uma coisa muito importante.

 — Como a gente vai contar para o Dan que são dois bebês? 

 — Amanhã. Almoça com a gente? Depois do culto eu faço uma lasanha. O que você acha? 

 — Tudo bem. E mais uma vez desculpa, eu vou deixar você ser feliz, eu prometo.

 Ele estava com lágrimas nos olhos, eu nunca vi o Joe assim. Eu dei um abraço nele, eu não fiquei brava, apenas chateada com essa insistência que ele tem.

 — Está tudo bem. Amanhã a gente se vê.

                                   ***
Joe on

 Depois que a Demi entrou no prédio eu liguei para minha mãe e contei sobre os gêmeos e pedi segredo, porque vamos contar ao Dan amanhã, e fui beber uma cerveja. No caminho comecei a pensar como eu fui um monstro em ameaçar uma pessoa a quem eu maltratei por tanto tempo. 

Eu percebi que ela acreditou nas minhas ameaças, de tomar a guarda do nosso filho, e de fazer da vida dela um inferno invertendo todo jogo. Como eu consegui dizer essas palavras a ela? Como consegui fazer aquilo tudo a ela? Eu perdi a minha mulher.

 Hoje eu olho a Lorraine e penso como pude trocar a Demi por ela? Como pude acabar com meu casamento por não aceitar a Demi do jeito que ela é? Como não pude enxergar o sofrimento dela?

 Eu cheguei ao bar e ao invés de pedir cerveja pedi um sprite. Fui bebendo devagar como se estivesse bebendo chá quente e continuei pensando nas mesmas coisas, então decidi ligar para o Kevin, eu precisava desabafar com alguém.
* Na ligação *

 — Bro, já jantou?
— Não, porquê?
— Janta comigo, preciso de alguém para conversar.
 — Wow, você que vai cozinhar, ou será comida congelada?
— Congelada, mas prometo que vou esquentar bem direitinho ok? Te amo Bro, obrigado.
— Estou indo, você não está bem não é?
— Em casa a gente fala sobre isso.

Desliguei o celular, paguei a conta. Entrei no carro, liguei o som e estava tocando When I Was Your Man do Bruno Mars, nada mais propício para o momento. A música parecia eterna, no sinal vermelho fiquei de frente para um restaurante, e é o restaurante que a Demi mais gosta. E ela estava lá, com ele. Bem na parte da música que ele diz "Cause all you wanted to do, was dance. Now my baby is dancing, but she's dancing with another man" aquele filho da puta beijou a minha mulher, e eu fiquei lá, bestificado. As buzinas começaram a soar atrás de mim, eu não percebi, mas o sinal ficou verde e eu continuei lá parado. Ela sorriu para ele, como ela sorria para mim. 

 Eu tive que avançar com o carro, estava quase causando um acidente no trânsito. Quando cheguei em casa ainda meio azoado fui esquentar o jantar, mas antes o Kevin chegou e eu fui abrir a porta. 
 — Oi — Eu poderia ter sido mais animado porque agora ele vai me encher de perguntas.

 — O que houve? — Nem a cara dele eu conseguia olhar, apenas pus a comida no microondas.
 — Eles se beijaram. E eu vi, apenas estava passando na rua de carro.

  — Eles quem cara? — Não acredito que ele me perguntou isso.

 — A Demi e aquele advogado. Eu a perdi, já era. Eu te chamei aqui porque eu queria que você me orientasse como reconquista-la, mas agora não precisa mais, vamos comer. — Eu estava super desanimado não aguentava mais aquele beijo se repetindo na minha cabeça. — E a propósito, eu serei pai de gêmeos.

 — Gêmeos?! Meu Deus cara, vocês está feliz por isso não é? — Ele estava falando com aquele jeito cuidadoso, como se eu fosse quebrar, detesto quando ele faz isso.

 — Por isso eu estou, eu caí da cadeira quando a doutora nos disse — Nós rimos, acho que ele pensou que eu estivesse fazendo uma metáfora. — Eu caí de verdade Kev, a Demi riu de mim, mas acho que vai ser muito divertido.

 — Voltando a Demi — Eu não queria falar sobre isso, mas ele não iria me deixar em paz — Não desiste dela, esse cara pode até te-la beijado, mas ela ama você.

 — Um dia ela pode ter me amado, hoje não mais e não a culpo por isso. 

 — Amanhã você vai levar o Dan para ficar com ela não é?

 — Ela me chamou para almoçar, a gente vai contar ao Dan sobre os gêmeos. Não sei se vou ficar lá, eu não sei se consigo. — O Kevin revirou os olhos, será que ele não percebeu que estou triste? Qual o problema dele?

 — Não perde essa oportunidade cara, fica lá, anula a imagem desse beijo da sua mente, para de questionar a Demi e se torna o melhor pai e homem do mundo, faz umas surpresas, para ela, lembra das coisas que ela gosta, reconquista sua mulher de volta Joe. Você tem obrigação de fazer isso. — Eu já estava quase chorando, eu nem me lembrava a última vez que eu tinha feito algo para Demi. — Leva flores para ela amanhã. Ou qualquer outra coisa que ela goste muito, você não precisa dizer que a ama, você tem que mostrar cara!

 — Como você sabe todas essas coisas? Você não pegava ninguém na época da escola. — Nós rimos, talvez lembrando o quão horrendos éramos na adolescência. — Eu te amo cara. — Nos abraçamos o que não acontecia há anos, só agora percebi o quanto eu me afastei de todos que me amam, por causa do bossal que eu me tornei. 

 Eu iria tentar, e se não desse certo, iria tentar seguir minha vida sem te-la todos os dias ao meu lado, já que eu deixei passar todos esses anos.

 — Antes que o senhor ligue para mim dizendo que não deu certo, queria te lembrar que o tal advogado vai sempre estar por perto agora, não faz escândalo ok? Você vai ter que mudar, usa a disciplina que a sua profissão exige, pra esconder esse Joseph barraqueiro que tem aí dentro.

 — Você já está pedindo demais, aquele cara é muito abusado! — Me senti o Dan fazendo aquela cara de emburrado, mas não dá para aturar o Richard.

 — Então você não quer a Demi de volta. 

 — OK, eu aturo, vou ter ficar mais calmo, mas falso eu não vou ser ok?

 Depois eu e o Kevin comemos uma torta, que eu comprei na Brazilian Way. E passamos mais tempo conversando, o Kevin é ótimo nessa coisa de relacionamento. Só ele para me fazer rir no dia da minha foça.

 O Kevin foi embora e eu decidi ligar para Demi

* Na ligação *

 — Alô, Joe?

 — Oi, só liguei para dizer que eu levo a sobremesa amanhã. Eu imaginei que você ia querer fazer isso também.

 — Você vai fazer a sobremesa? — Ela riu

 — A Brazilian Way, abre aos domingos? Não tenho talento para doces. 

 — Abre. Das onze às três da tarde.  

 — Eu levo a sobremesa de lá então. A doceria está indo bem? 

 — Está sim, graças a Deus e obrigada por perguntar. E o Dan?

 — Que bom. O Dan ficou com a minha mãe, eu chamei o Kevin para cá, ficou tarde e minha mãe disse que ele já estava dormindo, não fica brava, o Kevin fala muito, eu perdi a hora. — A ouvi rir do outro lado da linha. — Que foi?

 — A culpa é do Kevin é? Eu não estou brava, até foto com o Kevin você postou. Fico feliz de você voltar a se relacionar com seu irmão assim. — Ela e o Kevin sempre foram próximos, eles dois passaram bastante tempo tirar algo bom de mim.

 — Eu demorei de enxergar um amigo no meu irmão. Mas eu vou melhorar.

 — Isso me deixa muito orgulhosa — Isso me deixou cheio de esperança, mas vou colocar os pés no chão. Tem muita coisa para acontecer ainda. 

 — Obrigada. Você está com sono não é? 

 — Estou, desculpa, mas vou ter que dizer boa noite.

 — Boa noite, dorme bem, você e os pequenos. 

Depois de nos despedirmos, eu fui escovar os  dentes, arrumei a cama, e deitei, virei de lado umas dez vezes ou mais e não consegui dormir, me peguei até pensando que estava beijando a Demi. Até chegar a hora desse almoço minha cabeça vai explodir.


CONTINUA

E aí gente, o que vocês acharam desse capítulo? Será que terão surpresas nesse almoço ou tudo começará a se ajeitar?

Meu twitter é @praysgirl, aviso lá quando tem capítulo novo. Beijo.